A Felicidade Interna Bruta (FIB), um tema que tem vindo a ser debatido nos últimos tempos, não podia ser ignorado. A OCDE, ONU e outros, têm mostrado interesse em estudar a felicidade das pessoas, pois começa-se a criticar a carência do PIB em avaliar o bem-estar humano. Num estudo da OCDE em relação a 40 países, estamos posicionados apenas acima da China e da Hungria. Outro estudo, desta vez da ONU - que lançou o seu 1º relatório nesta matéria a 2 de Abril - de entre 156 países estamos na 73ª posição. Entre os factores observados para avaliar a felicidade, encontram-se «a riqueza, a liberdade política, (…) a ausência de corrupção», entre outros. Segundo Ban Ki-moon (ONU), podemos usar outra designação: Felicidade Global Bruta. Passa por trabalhar em volta do «paradigma económico que reconheça a paridade entre três pilares de desenvolvimento sustentável. O bem-estar social, económico e ambiental». A trabalhar neste sentido, no que concerne à liberdade política, dois estudantes, David Erlich e Susana Jorge, que estudam Ciência Política na UTL, desenvolveram um projecto com vista a fazer chegar as ideias de cidadãos interessados, aos deputados no parlamento. Podemos consultar o projecto dos mesmos no seguinte sítio: www.atuaideiaconta.com, que já tem sido visitado e alguns têm deixado as suas ideias. Porque não fazê-lo aqui na região? Tanto fazer chegar as nossas ideias à ALM, como apurar o nosso FIB. E a partir daí trabalhar com o propósito de aumentá-lo exponencialmente.
Elisabete Andrade, Colaboradora da Associação Académica da Universidade da Madeira