Na praia do Porto Santo conjuga-se em harmonia um mar de águas límpidas com uma areia de composição singular, carbonatada e biogénica, que revela propriedades físicas, químicas e térmicas, cientificamente comprovadas, o que permite o seu uso no tratamento de doenças do foro reumático, ortopédico e fisiátrico. Esta areia é de uma riqueza incomensurável! Como pode, por isso, ser utilizada como "moeda de troca" em negócios impercebíveis que envolvem portos e campos de golfe, e em que o povo do Porto Santo não é tido nem achado? Nada há a obstar quanto a desassorear o porto de abrigo, até porque é normal que existam areias e detritos no fundo marinho que possam colocar em causa a sua operacionalidade. Todavia, a dragagem suscitou indignação pelos moldes em que foi feita: levou-se a areia para a Madeira e admitiu-se pagar a operação com a venda da mesma, a coberto de autorizações das entidades ditas competentes. O pretexto de que a areia estaria contaminada com hidrocarbonetos e como tal não poderia ser depositada nas zonas balneares, não colhe. Faltam as análises que o comprovem. Contudo, contaminada ou não, a areia deveria ter ficado onde pertence! Porque não se deve interferir com as dinâmicas naturais do litoral! Porque a nossa areia é preciosa e insubstituível! Porque não está à venda! Surge agora mais uma oportunidade de promover e defender a nossa praia, merecidamente finalista das 7 maravilhas - Praias de Portugal, na categoria de Praias de Dunas! Que orgulho! Vote 760207715.

Renata Sousa, Vereadora PS/Porto Santo