É urgente que Governo Regional aceite e crie rapidamente um Plano Regional de Luta Contra a Pobreza e que implante o plano de Emergência Social. É urgente um plano de crescimento económico e a regularização das dívidas do sector público aos fornecedores. É urgente reinventar a competitividade empresarial criando emprego e permitindo que as empresas ganhem mais e que assim paguem melhor a quem trabalha. É urgente acção, numa Região que neste momento é pobre e tem uma economia tecnicamente insustentável. Têm de ser tomadas medidas de fundo, concertadas, em várias áreas, com o objectivo de diminuir e combater a situação dramática a que se assiste, fruto dos 36 anos de governação do PSD-M. Os dramas sociais só poderão ser combatidos com novas políticas, económicas, fiscais, sociais, que permitam encetar um novo ciclo económico de maior desenvolvimento, que deve sustentar-se nas empresas, permitindo a criação de mais emprego com melhores salários, sendo estes dois últimos vectores - mais emprego e melhores salários - a panaceia para quebrar o ciclo de pobreza que se vive na Madeira, com números que nos envergonham. Um ciclo de pobreza numa Região que se achava rica e com um PIB acima da média nacional, mas onde afinal 20% da população vive em situação de pobreza persistente e 22% no limiar da pobreza, com um rendimento abaixo dos 365 euros. Onde mais de 17 mil pensionistas têm pensões de sobrevivência, que não ultrapassam 141 euros e onde o desemprego triplicou nos últimos três anos, afectando mais de 21.500 cidadãos. Analisando os dados, percebemos que as questões sociais são de uma premência absoluta. É urgente acção por parte do Governo Regional. O sofrimento porque passam 76 mil Madeirenses exige-o.

Lino Abreu, Presidente da ACS