Muitos defendem sem quaisquer dúvidas, tendo como referência o princípio de que somos todos diferentes uns dos outros, com qualidades e defeitos, que devemos apostar e incentivar essas dissemelhanças, pois os resultados que daí advêm são sempre melhores, quer no plano individual quer no âmbito grupal. Assim, por analogia desafiamos que se continue a apostar nas diversidades que residem nos vários projetos e iniciativas, dependendo obviamente das circunstâncias qualitativas e independentemente da sua natureza setorial. No âmbito desportivo, naturalmente temos consciência que adotar estes procedimentos de diferenciação mormente através dos méritos alcançados e pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos, bem como pela capacidade de gerir futuros desafios, principalmente pelos responsáveis das diferentes instituições, requer para além de um trabalho meticuloso, uma ação com algum atrevimento. Não podemos nem devemos, sempre que pretendermos alterar o paradigma, cair na maléfica tentação de abandonar, especialmente, o que de bom se fez e conquistou no passado, que muito honrou a nossa região e consequentemente o nosso país. Por isso, se queremos também dignificar e honrar todos aqueles que contribuíram, com muito esforço e sacrifício, na planificação e execução desses projetos desportivos de sucesso, bem como continuar a garantir um futuro promissor, defendemos que o novo modelo de apoio ao desporto da RAM deverá ir ao encontro, evidentemente, da disponibilidade financeira, mas acima de tudo que tenha em atenção as especificida-des e a representatividade de cada modalidade, quer no panorama regional, nacional e internacional. Para finalizar, reforçamos a ideia de que o desporto não foi o responsável pela crise que vivemos em Portugal, aliás é com muita pena que registamos que outros setores da nossa sociedade, usufruindo de mais meios apresentaram rendimentos menos positivos! Nada mais declaro!

Juan Gonçalves, Presidente da ATMM