Graça Dias Aproveito este espaço consagrado à opinião para manifestar o meu total desagrado, como sócia do SPM, com alguns dos elementos que se apresentam como candidatos à Lista B, nomeadamente Júlia Caré e Gabriela Relva. Quem não se recorda da Júlia como a deputada muda do PS na altura em que governava o “nosso querido” Engenheiro Sócrates? E quando a Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues, começou a engendrar os mecanismos para massacrar os docentes, alguém ouviu a senhora Júlia manifestar o seu descontentamento ou colocar o seu cargo à disposição? A resposta é não! Pois, tal como Judas, a Júlia Caré preferiu apunhalar os seus pares porque afinal de contas o conforto de uma cadeira de deputada é bem melhor e mais macia que o conforto de uma cadeira de sala de aula, para além de dar direito a um ponto na avaliação da carreira docente. Neste sentido, apenas posso deduzir que esta senhora decidiu ser candidata a presidente da Assembleia-geral do SPM, não porque tem uma veia reivindicativa, outrora tão proclamada, mas sim porque pretende suavizar o veneno que ajudou a fabricar, vestindo a pele de colega inocente que padeceu, durante o reinado de deputada, de “amnésia profissional”, esquecendo-se, deste modo, de todos aqueles profissionais, vulgarmente conhecidos por “professores”. No entanto, não esqueçamos que a memorização é uma tarefa intrínseca ao papel de professor, daí que se a colega Júlia Caré pensa que poderá integrar uma lista sem que ninguém se recorde do seu lamentável desempenho… desengane-se!! Em relação à Gabriela Relva, devo dizer que esta colega desconhece o significado da expressão “relações humanas”. Tive oportunidade de trabalhar na escola na altura em que a mesma era Presidente. Nesse ano letivo ocorreu uma situação caricata que me envolveu, diretamente, e que fez emergir a sua faceta de pessoa autoritária e dominadora. Neste sentido e como docente não me revejo em nenhuma destas figuras e, consequentemente, nelas não posso depositar o meu voto de confiança, mesmo não tendo nada a apontar aos restantes membros que compõem a lista. Deste modo, se a Lista B se assume como uma “equipa genuinamente sindical” que quer solidificar o seu projeto no campo reivindicativo, sugiro que escolham melhor os seus elementos constitutivos, atendendo que a atuação diária das colegas Júlia Caré e Gabriela Relva só vem dar razão ao ditado popular que diz “Galinha cantadeira é pouco poedeira”.