Todos os madeirenses devem estar orgulhosos do Marítimo e do Nacional, pois mesmo com as reconhecidas dificuldades conseguiram mais um trajecto brilhante. Esta época temos assistido a coisas extraordinárias no futebol, desde jogadas geniais, aos golos brilhantes de Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Hulk. Estes génios, trazem alegria e esperança a milhares de jovens que os admiram e os têm como modelos a seguir. Foi também espectacular a forma como um Barcelona agradecido se despediu de Pep Guardiola. Este conquistou a admiração de todos, não só pela sua inteligência táctica, mas por toda a humildade, educação e fair-play que sempre revelou. Como bem me referia um amigo, Guardiola é um verdadeiro "príncipe da renascença", comparado com outros treinadores que conhecemos. Em contraponto, e como "não há Bela sem senão", temos clubes endividados, jogadores a declarar fome, ameaças entre pessoas e organizações que, com o seu comportamento, estão a matar a essência do futebol. É triste o que aconteceu com o U. de Leiria. O que é que se passa com os seus dirigentes ? Já não sabem planear e organizar as suas contas ? Como é que se pode prometer algo, assinar contrato e depois não cumprir ? Os atletas são pessoas com responsabilidades e não podem ser tratados como se fossem o inimigo. E neste caso o presidente demissionário ainda acusou publicamente um atleta de ter roubado o clube e fugido como um vulgar ladrão. Lamentável. No último 1º de Maio ficamos a saber que o consumismo, a necessidade de sobrevivência e os medos de cada cidadão, venceram os ideais inerentes ao Dia do Trabalhador. Bastou uma cadeia de supermercados fazer uma campanha agressiva para vermos que a sobrevivência falou mais alto, deitando por terra argumentos de décadas. Ao que chegamos. Até breve.
João M. M. Castro, Psicólogo Clínico