Manuel João Baptista Rosa Um sistema qualquer é um conjunto de elementos que interagem com a finalidade de produzir um bem ou prestar um serviço que seja útil à envolvente. Analogamente, no sistema de ensino, temos o ministério que coordena todo o sistema, as escolas onde se encontram os alunos e os recursos humanos adequados à sua formação, sendo a envolvente constituída pelos pais e as organizações empregadoras dos alunos formados, devendo, portanto, ser estas a definir e a avaliar a utilidade do sistema, com base na adequação dos alunos às suas necessidades. Para que tudo isto tenha sucesso torna-se necessário que: - A formação base dos alunos não vá para além do 9.º ano; - Até lá o sistema identifique as capacidades e aptidões dos alunos; - No final do 9.º ano o sistema seja capaz de orientar os pais e os alunos sobre qual a via a seguir: profissional ou universitária; - Sejam as organizações empregadoras a definir quais os conhecimentos e as competências que os alunos devem obter nas escolas, assim como ter uma palavra decisiva na definição dos cursos necessários, currículos e conteúdos programáticos respectivos; - Os professores tenham não só formação académica, mas também experiência profissional extra-escola, nas disciplinas que leccionam (formação prática); - Os alunos estagiem do 1.º ao último dia do curso, na função e organização adequada à sua formação; - As escolas sejam responsabilizadas pela empregabilidade dos seus alunos e avaliadas também com base neste critério; - Todo o sistema seja avaliado sistematicamente pela envolvente, com vista à sua actualização às novas necessidades de conhecimentos e competências; - A formação contínua dos professores seja obrigatória e dinamizada pelos próprios (formação teórica). Esta é a estratégia mais adequada para alcançar a meta que se pretende do sistema de ensino, que é ser a alavanca para o crescimento e desenvolvimento sustentável do país.