João Castro Creio que quando os institutos a funcionar sob a aba das universidades, independentemente do seu grau de autonomia financeira, se oferecem para apoiar o desenvolvimento de dissertações de mestrado focadas no âmbito temático dos projectos em curso possivelmente financiados, pelas universidades, fundações ou mesmo de clientes, estão de facto a oferecer uma corrida atrás da cenoura, a alunos que pela sua inexperiência ou escuridão, a veêm como um ganho de experiência e a ilusão de possível integração futura nesses organismos. Ora bem, acho que posso acrescentar que trabalho de investigação é trabalho, e deve ser remunerado, no mínimo nos moldes das bolsas de investigação. Se a investigação é realizada sem remuneração, é possível que haja um bolseiro a deixar de o ser porque o trabalho é realizado de borla. Mas há um projeto realizado e creditado em nome de um instituto. E há nomes associados aos dos institutos. Nomes de Professores. Professores de universidades, por quem os contribuintes pagam impostos, e os alunos pagam propinas. Ou a lógica me falha, ou a oferta de apoio ao desenvolvimento das teses estará já imbutida no estatuto das Universidades e dos Professores? E em que situação ficam aqueles que, com mais ou menos recursos, têm de reservar o horário laboral para conseguir atividades que permitam fazer face às despesas e responsabilidades que a vida lhes inculca?