Duarte Sousa Melim Foram dos primeiros projetos de veículos, mas acabaram por ser abandonados e quase esquecidos. Até no Código da Estrada, misturar kw (kilowatts) com litros de gasolina, já parecia não fazer sentido. Pareciam até já não ter lugar na nossa sociedade. Mas… afinal estão a voltar em força. Acabaram por se "revoltar" e estão a ocupar o seu lugar. São automóveis, motas elétricas, motocicletas, híbridos, segways, etc… Com consumos energéticos que fazem corar qualquer motor a gasolina ou diesel. E não é para menos?! Como se pode comparar gastos de 1 eur (automóveis) e até menos (40 cêntimos nas motas) aos 100 km, com os gastos de um outro motor que nos custa 10 vezes mais, não só em consumos mas também em manutenção?! Ainda não são veículos baratos, pois a tecnologia é recente e não existe ainda uma produção em série igual à dos seus rivais, que permita baixar o preço. Mas aos poucos, com o aumento de consumidores, estes produtos irão baixar de preço. A sociedade, o país, o mundo, o planeta só tem a ganhar. Menos poluição e gastos energéticos. Já não faz sentido, andar com carros pesando toneladas, levando uma boa fatia do nosso ordenado em consumo de combustível. Principalmente, quando cada vez mais se pode recorrer a veículos mais leves e económicos. Além do benefício energético e económico, devia caber-nos antes a obrigação moral de pensar nos benefícios ambientais, e de zelar pelo nosso futuro, assim como dos nossos filhos. Esta geração de avós, pais e filhos, pode dizer-se que deu cabo do planeta, com as exigências energéticas que tem exigido ao planeta, e poluição daí resultante. Cabe-nos a todos, fazer o que estiver ao nosso alcance para divulgar e acelerar esta "revolta", de forma que, o nosso país precise cada vez menos de recursos exteriores como o petróleo, que nos sai tão caro a nível monetário e ambiental.