Não é inédito o facto dos mais puristas do jornalismo previsível e da comunicação social conveniente acharem que nos metemos onde não somos chamados sempre que damos mais do que notícias.

Foi assim quando lançamos o Conselho de Leitores, o 'Ideias pela Madeira’ e a 'Madeira Solidária'. Ou quando fizemos debates eleitorais mesmo sem a presença do PSD; quando abrimos os nossos conteúdos aos comentários; quando fomos 'Pela Madeira Dentro'; quando apostamos na interactividade, através do ‘Dê Notícias’; quando organizamos concursos como os 'Mais', as Misses, a Gala do Fado, o Jazz, as 100 Maiores, a Exposaúde, as conferências de Marketing e um sem números de eventos. Ou até quando plantamos árvores, ganhamos prémios ou somos elogiados.

Há sempre quem nos queira quietos e domesticados, conformados com o 'status quo', limitados a meros reprodutores de declarações públicas ou a porta-microfones, a zelosos emissores de discursos integrais, de conferências de imprensa e de ‘press releases’. Ou então que sejamos aquilo que diversas entidades públicas e privadas não conseguem ser e que nos substituamos às mesmas, através de uma postura que faça esquecer a falência das estruturas com responsabilidades na educação, na segurança, na saúde, na animação ou no desporto.

Como é hábito sempre renovado e adaptado aos sinais dos tempos, o DIÁRIO não se rende a tamanhos caprichos, partilhados com o intuito de matar a dinâmica ímpar que nos torna líderes. E garante que não se tornará refém da alegada ‘democracia’ digital, muitas vezes anónima e egoísta e que apenas representa quem emite opiniões desejosas de colar-nos a facções.

Em Outubro, o DIÁRIO completa 136 anos. Uma idade respeitável sobretudo para quem tem andado no centro das atenções, logo, expondo-se à erosão causada pela vontade de dar notícias. Mas também uma idade que nos dá legitimidade para intervir. Não nos temos conformado com os rótulos, nem cedido às ameaças, insultos, pressões, chantagens e encenações. Sempre foram e serão coisa pouca perante o dever de informar e de proporcionar aos madeirenses o essencial, para que possam decidir com mais certezas e ser mais felizes. O nosso estatuto editorial a isso obriga. O DIÁRO define-se como “um órgão de comunicação social ao serviço de uma informação objectiva, independente e responsável, alicerçada na defesa dos interesses dos madeirenses e porto-santenses, da sua Autonomia, bem como do interesse Nacional em que aquela se integra”.

É por isso que o DIÁRIO, que comunica actualmente em diversos formatos e marcas como a TSF, o dnoticias.pt e Publifunchal, é avesso à rotina. Será sempre dinâmico e empenhado em favorecer a cidadania responsável, em pensar no público e nos públicos e, sobretudo, em praticar jornalismo. Que também se faz de grandes causas, de bandeiras e de desígnios, sonhos de um povo que, no mínimo merece ser igual aos outros, embora diferente, merece ter as mesmas oportunidades, apesar de viver na ultraperiferia, mas mesmo assim capaz de viver com atenções centradas no essencial.

É neste quadro e não noutros, mesquinhos e inúteis, que o DIÁRIO apresentou na semana passada ‘Todos pelo Centro, Todos pela Madeira’, um projecto com diversas componentes para durar quatro meses, entre as quais, a editorial, e que logo no primeiro dia dinamizou 25 importantes debates simultâneos sobre o futuro do CINM, de modo a que seja de facto "um instrumento de desenvolvimento da Região, gerador de receitas que tanta falta fazem, de emprego qualificado e de oportunidades para todos os madeirenses".

Estamos convictos que a nossa responsabilidade social enquanto empresa não se esgota no relato rigoroso dos factos. Estes são a base para muitas das iniciativas que lançamos com orgulho, pois estamos comprometidos com o futuro desta terra. E com a mudança de mentalidades, alicerçadas em certezas até agora inquestionáveis.

Se todos os que criticam a nossa ousadia e inconformismo tivessem o discernimento de colocar as grandes causas no centro das suas vidas a Madeira não estava agora em tão mau estado.