Os madeirenses que se prezem têm pela frente um aliciante desafio diário. Pelo menos até ao início de 2015, ou talvez antes, não faltarão oportunidades de afirmação das potencialidades edificantes de travessos convictos, empenhados no processo de libertação colectiva, o que implica recusa imediata de calculismos inúteis, de obediências cegas e de estranhos temores. Sem pôr em causa a ordem pública, destoando assim do expediente de quem se demorou no poder nas últimas três décadas, está na altura de contrariar as ordens supremas. Atravessemo-nos pois no mil vezes alcatroado e inaugurado caminho de Jardim e enfrentemo-lo pessoalmente, com educação, argumentos e exigência. Por muito que possa custar, importa dizer-lhe que não deve continuar a maltratar a democracia, sempre que desconsidera as alternativas e quando recorre às ameaças gastas, aos questionáveis planos pessoais de ajuste de contas e à humilhação frequente de gente com mérito, como aconteceu por estes dias, de forma reincidente, em relação a Sérgio Marques. Que não nos deve tomar por tolos na gestão de 'timings' pessoais, como se alguém acreditasse que dará o seu lugar no Governo a Miguel Albuquerque, caso o ainda autarca ganhe o Congresso do PSD-M. Que não está autorizado a perpetuar a utilização abusiva de dinheiros públicos, por via de obras desnecessárias, de 'noivas' caras ou de destacamentos mal interpretados. Que não deve abusar da paciência de santos dos mais de 21 mil desesperados desempregados madeirenses. Importa aconselhá-lo a uma retirada digna. Apesar de tardia, por isso lesiva de interesses comuns, há ainda espaços de acolhimento por essa Europa fora susceptíveis de aproveitamento da sua experiência governativa. Não lhe queremos mal. Bem pelo contrário. Perceber quando se está a mais, embora tolerado por pares gratos, é sinal de grande inteligência. Atravessemo-nos pois de uma vez por todas, que é coisa que não querem aqueles que tentam aconselhar os mais irreverentes a ficar quietos ou a sair de cena, de modo a facilitar planos de sucessão. Marcos Freitas Mesatenista O talento do insular vai voltar a brilhar nos Jogos Olímpicos. Um palco que se quer de glória, desejo que se aplica a todos os apurados. Fátima Aveiro Presidente do banco alimentar Volta a contribuir para dinâmicas que visam atenuar socialmente os efeitos da crise. Tem a vantagem de conhecer o meio e de ser voluntária. Manuel Pita Presidente da APCINM Louva-se a parceria com o DIÁRIO em 'Todos pelo Centro, Todos pela Madeira'. O projecto confirma que o CINM tem lado humano e valioso. Miguel Torres Cunha Subdirector indigitado da RTP-M A televisão ganhou um reforço. Tem ideias, é dinâmico e dedicado. Resta saber se Lisboa lhe dará cobertura, com meios e orçamento. Manuel António Correia Candidato a líder do PSD Fez recordar um seu antecessor em matéria de gestão de 'exclusivos! Preocupante é continuar a afirmar-se como 'pau mandado' de Jardim.
Atravessemo-nos!
O inconformismo cresce. Pior do que temer o bordão é deixar que a ameaça nos guie