Gerson Fonseca Miers Há coisas que, peço desculpa, é-me impossível deixar passar, pois ultrapassa o limite da razoabilidade. Todos conhecem o passeio pedonal da Praia Formosa a Câmara de Lobos e vice versa, e sabem a que se destina, suponho. É de facto um trajecto agradável à beira mar onde pessoas (a andar ou a correr ) fazem o seu relax/ actividade física bem a gosto. Mas, quando um indivíduo feminino no caso), tem um comportamento destes, não posso deixar sem o devido alerta. Caminho na direcção a Camara de Lobos quando uma sra. na casa dos seus 50 e tais anos (fatinho de treino, falando ao telemóvel via auricular), vinha a caminhar com o seu "cãozinho" que repentinamente pára e deixa cair um enorme presente ao qual chamamos "merda", no meio da passadeira, sob o olhar descontraído e isento para o sucedido. Olha para o cão e diz "já tá ? então vamos… Aí passei-me por completo, e disse-lhe, minha sra. isto vai ficar aí ? E as pessoas que aqui caminham e correm como ficam vão acabar pisando e até podem cair. Ela olha e diz aquela frase que os arrogantes e impunes já nos habituaram, "meta-se na sua vida". Incrédulo, continuei e ao retornar vinha pensando que de facto o ser humano está cada vez pior, e nem têm vergonha, quando deparo-me ( para profundo azar), um grupo de indivíduos "especiais" (com deficiência) e seus monitores alegre e descontraidamente a passearem, quando um miúdo desatento (obviamente pois têm problemas, inclusive de locomoção) escorrega e cai pisando justamente naquela "obra" , sujando-se a sí e à roupa que trazia. Aí passei-me por completo, e disse aos monitores o que tinha visto o sucedido, e ficaram eles e eu com o dia estragado por causa da arrogância de uma "madame", que não tem respeito nem noções de higiene. O cão não tem culpa, somente a estupidez da dona(?), que sabe que está num local publico e tem que trazer o plástico para estes casos que acabei de relatar. Fica aqui presente que espero que esta sra. tenha o mesmo azar do miúdo só que caia de cara na merda do cão e sinta o desconforto e revolta das pessoas que estavam alí com eles a passarem um dia alegre de sol. É a sociedade "tonta" que temos hoje e vai se reflectindo nestas (e noutras ) atitudes que vamos presenciando no nosso dia a dia. Agora ponham a culpa pelo mal estar da crise também… PS. Juro que se ela estivesse por perto na altura do miúdo cair, não respondia por mim, trazia-lhe pelos cabelos e obrigava-a pagar uma indemnização pelas roupas danificadas da criança, que provavelmente além de ter problemas, deve ter carências financeiras (pobre).