Num ano extremamente difícil em termos económicos, a solução passava tão-somente por criar um Campeonato de Ralis da Madeira com custos baixos, quer para as organizações quer para os pilotos. Um campeonato composto por seis provas, com classificações para Absoluto, Turismo, Produção, VSH e Clássicos. Desnecessária a chancela da FPAK, que ficaria com o Rali Vinho da Madeira extra-campeonato. Seis provas uniformizadas, tipo Rali-Sprint, totalmente realizadas num só dia, e utilizando apenas um troço de estrada efectuado duas vezes em cada sentido. O que resultaria enormes poupanças em termos organizativos. Eliminação da pré-inscrição, e fixação das taxas de inscrição em 300 € para as viaturas homologadas e 150 € para as viaturas não homologadas. Solução conciliadora dos interesses dos praticantes e sem separações pelo tamanho da carteira. Abolição da categoria S2000, limitação de seis pneus por prova, e utilização de gasolina comercial. Mais competição com menos custos. Em suma, um campeonato adaptado à actual conjuntura, onde os apoios públicos são cada vez mais difíceis e os privados cada vez mais escassos. São em linhas gerais, as medidas que em minha opinião deviam ter sido introduzidas esta temporada no desporto automóvel da Madeira, que provavelmente colocariam as listas de inscritos com uma média de trinta concorrentes e com uma incerteza, essa sim, mas quanto ao vencedor. Como já dizia o Filipão: " E o burro sou eu? ".
Roberto Fernandes, Empresário