As apostas devem sair do cabedal de quem as faz nunca da pele dos outros. Isto por causa da aposta que o Presidente do PSD-M fez com o Primeiro-Ministro: cumpriria com o programa de austeridade para a Madeira, o que não aconteceria no continente. Muito mal vamos quando um governante aposta a pele do seu povo, como se a vida das pessoas fosse um casino, quando ele e o PSD são os responsáveis pela dívida que temos de pagar. Os viciados no jogo acumulam dívidas sem parar e em desespero de causa até apostam o comer dos seus filhos e a própria casa para depois acabarem como sabe… Em primeiro lugar quem vai cumprir o programa de austeridade não são Alberto João Jardim nem os seus rapazes mas sim os Madeirenses e Porto-santenses. Constata-se já hoje que quem está a pagar já a aposta são os desempregados, os que vêem as suas empresas na falência, os que são obrigados a emigrar, os que caiem na pobreza e que passam graves dificuldades. São estes as vítimas do jogo de casino imposto pelo PSD-M. A Região para cumprir a aposta pessoal de Jardim paga muito caro perdendo bem-estar e qualidade de vida. São inaceitáveis os termos do plano de austeridade para a Região. O Governo PSD/CDS-PP e o Governo Regional tratam-nos muito pior do que a Troika a Portugal no seu plano de ajustamento. Esta aposta de Jardim, que tanto nos sacrifica, tem de ser quebrada e iniciar-se novas negociações. Começa a ser claro para todos que o grande desafio da Região é a renegociação da dívida e do plano de austeridade. Não há volta a dar. A renegociação será a principal batalha política dos próximos anos. Sem dilatar no tempo o pagamento da dívida é impossível haver lugar para o sonho e para a esperança. Como todos já perceberam, o PSD-M e os seus rapazes, aqueles que se afirmam candidatos, não têm capacidade de renegociar este processo, por uma razão muito simples: quem criou o problema nunca é a solução.

Victor Freitas, Presidente do PS-Madeira