O ‘teixeirismo’, apesar de rimar com tachismo, não se define. Elimina-se. E de uma vez só. Com factos.

Para quem gosta tanto de liquidar o jornalismo através do qual vegeta, chegou a hora de lembrar-lhe os expedientes a que sempre recorreu e que são sobejamente conhecidos entre os jornalistas com memória, os que se fartaram de ser humilhados e explorados por esse escriba sem escrúpulos e, pior, sem emenda, já que continua a escrever disparates de forma proporcional aos favores que lhe são concedidos.

Não é que essa espécie protegida, criada pelo poder decadente, para garantir a reles propaganda regimental, obtendo tachos como moeda de troca, foi em tempos liquidatário da criatividade jornalística, dos direitos de autor e dos todos os princípios éticos e deontológicos que há na profissão! Sabiam que o ‘teixeirismo’ especializou-se em apropriamento de textos escritos por jovens profissionais de um jornal local, fazendo-os publicar no mesmo dia noutro meio de comunicação social nacional como se fossem seus? Sabiam que alguns desses textos, a quem emprestava a sua assinatura, se referiam a crónicas de jogos de futebol que nem viu?

Apesar de tamanho atentado, o 'teixeirismo' tem agora a lata de escrever num jornal, pago por todos nós, que o "jornalismo está naquele patamar de vaidades que mete dó e, permitam-me a expressão, bastante nojo". Baralhado como sempre, não se sabe se o estado que o desagrada se deve a dores de barriga ou de cotovelo. De dores sabe ele, como nos contam os que lhe destaparam a careca. Mas essas são histórias pessoais, muito íntimas, que me recuso a desvendar, a menos que seja obrigado a fazê-lo, até porque respeito e tenho estima por gente do seu famoso círculo de amigos.

Sosseguem os madeirenses que o ‘teixeirismo’ não está ao nível do mosquito de Santa Luzia, por ser um fenómeno rastejante, mas enjaulado há várias décadas. Mas convém assinalá-lo definitivamente.

O ‘teixeirismo’ é como a lamparina. Só arde enquanto houver azeite, embora julgue que o mérito é do pavio.