O nosso voto em eleições, sobretudo presidenciais tem um peso enorme. Eu, apesar de ser militante de um partido sou apologista de que os partidos não têm qualquer semelhança com clubes de futebol. Defendo portanto que cada cidadão deve escolher o seu líder em detrimento das suas «capacidades». O nosso atual presidente da república venceu duas eleições presidenciais consecutivas à primeira volta. Este facto é para mim deveras surpreendente. Como é possível que uma pessoa como o Dr. Cavaco que foi primeiro ministro durante uma década, começando em 1985 quando tinha quarenta e dois anos de idade, possa ser nosso presidente em 2012 aos setenta e dois anos? É necessária a aposta em pessoas mais jovens com ambições por cumprir, que sejam mais ativas e capazes contribuir para um bom funcionamento dos órgãos políticos nacionais. É estranho que o nosso presidente da república nunca tenha feito qualquer tipo de intervenção ao longo de dois mandatos tortuosos de José Sócrates, altura em que mais carecíamos. Agora passa os seus dias a querer estar a par de todos os movimentos do primeiro ministro. Estes e outros comportamentos como gafes gravíssimas são absolutamente normais, afinal a reforma é aos sessenta e cinco anos. Há três coisas certas na vida: a passagem dos dias, os impostos e a morte. Na minha opinião os dias do Sr. presidente foram entre 1985 e 1995. Hoje está um povo a pagar impostos para a reforma choruda de um homem que supostamente o representa mas que pouco mais faz do que dizer disparates e esperar pela morte.

Tiago Neves, Colaborador AAUMa