Gaudêncio Figueira A Secretaria do Recursos Naturais tenciona reforçar o número de levadeiros para conseguir que mais água chegue aos Srs. agricultores. Decisão comparável a uma outra, vivida em tempo de guerra, no sul da Guiné. O inimigo flagelava a população e os duzentos militares que, na aldeia, garantiam a segurança. Urgia conseguir tropa para garantir reabastecimentos de géneros e munições. Conhecedor da situação, o Gen Spínola, em Jan73, substituiu no comando, um cap. por um major. O tempo passou e, o major continuou a pedir tropa. Agastado, em Maio, o Gen. entregou o comando a um coronel. Não chegou a tomar posse. Pressionados pelo IN, militares e civis, tiveram que, pela calada da noite, sair daquele inferno. A analogia diz-nos que, em breve, teremos a nomeação de Eng.ºs para substituir os levadeiros. Tudo, porém, terminará com a missão não cumprida por falta de meios. A agricultura precisa é de água, dispensa levadeiros! Umas largas levadas de água colocadas no regadio resolvem a questão. Devem estar nos arquivos da extinta Sec. da Agricultura, documentos onde consta "…para conseguirmos a europeização da agricultura madeirense". Nesse tempo, aos projectos agrícolas apoiados pela Europa garantia-se água de fartura. Eram levadas e levadas de água, cada uma com as suas novecentas penas. O problema é que por cada pena efectiva de água, havia cinco ou seis virtuais. Essas, as virtuais, remetem-nos para o Fado de Coimbra. Cantarão os Srs. Agricultores: Fui ao Mondego lavar as penas das minhas mágoas, minhas mágoas eram negras, negras ficaram as águas! A verdade é: não há água! Retirando-se da aldeia os militares não foram feitos prisioneiros. Evitaram ao País a vergonha de ver os seus filhos, feitos prisioneiros, exibidos em público na cidade de Conackry. A retirada foi o mal menor. A mentira de que haverá água para satisfazer as necessidades deve parar. Evita-se aprisionar alguém. Mentir é feio. Mentir é…pecado!