Rita Maria Fernandes Pimenta O temporal de 20 de Fevereiro de 2010 atingiu, uma vez mais, e com grande força, o Vasco Gil de Dentro. Infelizmente já não é a primeira vez que esta localidade é atingida pelas intempéries que nos últimos anos têm vindo a atingir a Madeira e, em particular, o concelho do Funchal. Após o 20 de Fevereiro muitas promessas foram feitas. As mesmas promessas que já haviam sido feitas anos antes e que, sempre que se registam temporais, são novamente assumidas. Agora é que seriam construídas as muralhas de protecção às habitações. Agora sim, os moradores do Vasco Gil poderiam dormir descansados que as suas casas e as suas vidas nunca mais ficariam em risco. Mas, desde essa altura que tem sido uma correria para a Junta de Freguesia, para a Câmara Municipal, para os Serviços da Hidráulica, sempre procurando uma resposta concreta para os problemas ainda por resolver e nunca ficando a saber qual é a solução. Passaram-se praticamente dois anos. E, que sorte a nossa, está tudo igual! Não há muralhas de protecção, não foram reparados os acessos às habitações, as garantias que em Fevereiro de 2010 foram dadas parece que caducaram oura vez. Dizem que não há dinheiro. Dizem que estão à espera do dinheiro da Lei de Meios. Sempre as mesmas desculpas esfarrapadas, sempre à espera de alguma coisa. Mas, escutamos nas notícias que vão ser gastos mais 20 milhões na Marina do Lugar de Baixo e que o Governo Regional abriu mais um concurso de 15 milhões para um projecto para o aterro na Baía do Funchal. Serão essas as obras e os milhões mais necessários nesta altura? Não percebo o que esperam para resolver em primeiro lugar aquelas questões que mais afectam as populações, a sua segurança e dos seus bens e haveres. Mais tarde ou mais cedo vão surgir chuvas e até é possível que mais algum temporal atinja a Madeira. Se voltarem a surgir problemas graves, se voltarem a morrer pessoas, quem irá se responsabilizar por essas vítimas e esses prejuízos? O Governo Regional? Ou será outra vez culpa da chuva e do vento? Uma coisa digo aos senhores governantes: tenham consciência do que estão a fazer. Assumam as vossas responsabilidades! Avancem com as obras que são realmente necessárias para proteger e salvaguardar as populações. Acabem com os jogos de interesses e, de uma vez por todas, resolvam o que deve ser resolvido em primeiro lugar: a segurança e o bem-estar das populações.