Duarte Melim Notícias recentes voltaram a mostrar um elevado número de acidentes, nas zonas reservadas à passagem de peões. O Código da Estrada diz-nos para, como condutores, circular a velocidade moderada, mas como em outras situações, não quantifica valores. Para mim, circular a velocidade moderada numa passadeira é circular no máximo a 30 km/h. Assim como em cruzamentos e entroncamentos. Só assim se pode evitar ou diminuir os acidentes. Muitos condutores circulam nestas zonas, sem sequer levantar o pé do acelerador. Os estacionamentos pagos junto às mesmas tiram também a visibilidade, aumentando o risco de atropelamento. O limite normal de velocidade dentro das localidades é de 50 km/h, com tendência a diminuir, devido aos condutores não saberem adaptar a velocidade a certos locais. As passagens de peões, por vezes estão em locais de visibilidade reduzida. O condutor está a ver uma ponta da passadeira e ainda não consegue ver a outra, o que devia ser evitado, mas que por vezes acontece para chamar a atenção, para uma zona onde podem aparecer peões do "nada". Nestes locais devemos ter muito cuidado, e passar apenas depois de ver as duas extremidades da "passadeira". Por outro lado, não existem passadeiras em locais onde os peões costumam se aventurar para passar. Sempre que há uma passadeira a 50 metros deve ser utilizada, mas estando mais longe ou para peões mais aventureiros, alguns acabam arriscando. Atenção que ao mudar de direção, o peão tem prioridade. Como peões devemos ter o cuidado de: confirmar se o veículo que se aproxima e que embora esteja a abrandar, vai realmente e tem condições, para parar; ter o cuidado das crianças não ficar para trás ou se pararam para juntar um brinquedo que entretanto caiu; não passar a correr ou "ensinar" as crianças a passar no vermelho. À noite embora os veículos sejam facilmente visíveis, o mesmo não se passa com os peões, principalmente com roupas escuras ou em locais com pouca iluminação.