1 - Mário Figueiredo chegou à presidência da liga de clubes, através de uma promessa de alargamento da I liga. Surpreendeu-me que fosse eleito assim, mas agora percebo a razão. A maioria dos clubes que o elegeu preparava afinal uma golpada. Alargar a I liga sem descidas de divisão!? Genial! Todos nós conhecemos as habilidades da maioria dos dirigentes desportivos Portugueses, especialmente na área do futebol. Aumentar o número de clubes sem penalizar os últimos classificados, era desvirtuar e por em causa a verdade desportiva. O quadro competitivo ficava manhoso e vulnerável a esquemas e a joguinhos de bastidores. Alterar as regras ao meio do jogo servia a quem afinal? Entendo que Portugal não tem dimensão económica e social para ter uma I liga com mais de 16 clubes, aliás, acho que não tem dimensão sequer para ter duas ligas profissionais. Veja-se a quantidade de clubes com salários em atraso ou em dificuldades para se manterem de portas abertas. É uma loucura! Aumentar o número de equipas na I liga, seria também elevar as dificuldades financeiras da grande maioria dos clubes. Mais jogos significariam mais despesas. Os estádios vazios não gerem lucros. Por outro lado, o bolo das transmissões televisivas não deverá aumentar, logo, a mesma verba derramada por mais clubes significaria menos dinheiro para cada um. Haja responsabilidade. Não percebo a razão do Marítimo alinhar nesta armadilha que a ir por diante, poderá penalizar severamente a equipa nas tais jogadas de bastidores, basta uma leitura atenta aos jogos que restam do campeonato. O Nacional percebeu a marosca e em boa altura denunciou e bem. Espero é que não seja uma denúncia vingativa. As quezílias pessoais não se devem misturar com questões sérias e que colocam em causa o futuro do futebol Português. 2 - A equipa de voleibol de Machico foi desclassificada da I divisão nacional por ter dado três faltas de comparência. Não se entende esta postura de abandono por parte da direcção do clube. Sabemos que falta dinheiro, mas os grandes dirigentes vêm-se nestas alturas. Agora que a formação Machiquense conta apenas com jovens Madeirenses, os responsáveis deixam cair o projecto? Porque não tomaram tal atitude, quando por lá andavam Brasileiros? A actual conjuntura económica é difícil, mas obriga também ao clube e à Câmara Municipal terem imaginação para ultrapassar as dificuldades. Ambos não podem fugir às suas responsabilidades. Pelos vistos o que não faltam nesta altura são os tais pés de barro!

Mário Gouveia, Jornalista