Nelson Araújo Certo dia, em meados do mês passado, estacionei o meu veículo no piso 2 do centro comercial DolceVita, onde ficou cerca de 15 minutos, até aqui tudo normal. Qual o meu espanto que num curto espaço de tempo apareceu um papel preso na escova do vidro. Retirei esse pedaço de papel e lá estava escrito: "ÉS CEGO". Bom, fiquei surpreendido com a mensagem, como graças a Deus não sou invisual, olho para a parede em frente, para os lados e nada de anormal. Afasto-me do veículo, começo a olhar em volta e então reparo numas placas pregadas ao teto que dizem o nome de uma escola de condução, que por sinal não é para invisuais! Ora esses espaços estavam reservados a essa escola. Sinalização pouco visível, para quem olha para os lados à procura de um espaço para colocar o carro, de um lado ou do outro, em dia com muita procura. Por sinal, estavam lá também outros dois veículos, com recado similar. Mas isto não fica por aqui, pois mais surpreendido fiquei quando no verso desse papel vejo dados como nomes completos de alunos dessa escola, nome do instrutor, etc. Para além da falta de respeito comigo, com todas as pessoas que possuem deficiência, especificamente os invisuais, bem como para com esses alunos que confiaram nessa escola para obterem carta de condução, considero uma vergonha e falta de respeito tremenda desses profissionais da condução.