Pela primeira vez a oposição votou contra, não houve qualquer abstenção e o PSD aprovou sozinho o Orçamento e Plano para 2012. Mas antes da votação na generalidade, o presidente do Governo falou no Parlamento. Na sua intervenção Jardim quantificou a dívida da Madeira em “cinco mil milhões e tal” e disse estar indisponível para pagar outras duas dívidas atribuídas à Região.
Acusado por José Manuel Coelho de receber dois ordenados. Jardim esclareceu o deputado do PTP quanto a valores e afirmou que não está disposto a abdicar da reforma. Na sua intervenção o presidente do Governo justificou ainda os apoios atribuídos ao Jornal da Madeira.
Antes da intervenção do Presidente do Governo tomaram a palavra os representantes dos partidos. O líder parlamentar do PSD apontou o dedo aos que participaram numa "campanha" contra a Madeira.
Lopes da Fonseca, pelo CDS-PP, devolveu acusações ao PSD e garantiu que o seu partido não desiste de defender os madeirenses. Já, Vítor Freitas acusou o PSD de “rasgar a palavra dada”.
Pelo PCP, Edgar Silva dirigiu-se à “comissão liquidatária da Autonomia” e defendeu a aplicação de uma moção de censura ao regime.
Vestindo uma t-shirt da JSD, com boné e bandeira do PSD e ao som do hino social-democrata, José Manuel Coelho fez a sua intervenção com citações do presidente do Governo Regional.
Rui Almeida do PAN esperava que este orçamento contemplasse mais mudanças e Roberto Vieira do MPT acusou o CDS e o PSD de serem responsáveis pelas consequências deste orçamento para as famílias madeirenses.
A discussão do orçamento ficou ainda marcada por um incidente que envolveu a deputada do PND, Rubina Sequeira chegou tarde e falhou a sua intervenção. Recorreu para o plenário que, com os votos contra da maioria, reprovou a pretensão da deputada. Rubina Sequeira convocou depois uma conferência de imprensa onde acusou Jardim de mentir aos madeirenses e ao Governo central.
A discussão do Orçamento e Plano para 2012 termina amanhã com a votação na especialidade e a votação final global.
