1 - A Assembleia Legislativa começa, esta manhã, a discutir o Orçamento e o Plano para o ano em curso. Um dos orçamentos mais importantes de sempre, mas que não passará de uma formalidade regimental e cumprirá o folclore do parlamento madeirense, com intervenções enérgicas, as habituais trocas de bocas e os números de saltimbancos já conhecidos. Tudo para terminar a semana sem uma única alteração importante às propostas e com aquele discurso à Fidel, transmitido pachorrentamente pela televisão e que surpreende tanto como os massacres oratórios do velho ditador cubano. Este orçamento, em boa verdade, nem deveria passar pelo parlamento. A Assembleia, desta vez por imposição de um acordo já assinado, não tem qualquer margem de manobra para alterar as medidas que vão complicar, ainda mais, a vida dos madeirenses. É assim, ou não há dinheiro para tapar o buraco de uma incompetência que tem mais de 30 anos acumulados e mais de 6.000 milhões de euros de dívidas. Entre as conhecidas e as que foram escondidas. Ao contrário do que afirma o presidente do Governo, este talvez seja o primeiro ‘orçamento de rigor’ que apresenta, porque é controlado de fora e não deixa muita margem para as loucuras que sempre fez aprovar. Mas também é o orçamento do desespero, da capitulação. Da morte da Autonomia. Infelizmente, ainda deixa margem para algumas obscenidades governativas, como os tais três milhões de ‘empréstimo’ ao ‘Gramma’ à moda da Madeira. 2 - O presidente do Governo Regional confirmou, na semana passada, que vai continuar a ser candidato do PSD nas próximas décadas, provavelmente até morrer. Garantiu que só sai quando deixar as contas da Região em dia... Más notícias para os delfins, novos e velhos. Também disse - neste caso é difícil saber em que qualidade -, numa acção de campanha à porta das igrejas, que há "muita gente a mamar na teta” do regime nacional. Uma frase, ao bom estilo cuidado e elevado deste eleito dos madeirenses, que tem muito de verdade. Por cá, são só uns poucos a ‘mamar’ na teta regional. São é mais gulosos.