"Já não há pachorra para aturar este Diário de Notícias"! O desabafo angustiado foi proferido ontem por Francisco Jardim Ramos, por sinal, o secretário a quem emprestaram temporariamente a tutela da comunicação social, área sobre a qual não sabe a quantas anda. Como tem sido tratada com desdém e jogada de um lado para outro, o médico dos Assuntos Sociais nem sabe de quem a herdou. Está escrito no OR de 2012, o documento que ele tanto deprecia, que a recebeu da Vice-Presidência, quando, em nome do rigor e respeito pelo seu antecessor, devia agradecer a herança aos Recursos Humanos. O mais recente vómito do governante surge em consonância com o que havia dito, há uma semana, o seu chefe supremo, ao desconsiderar os credores, vítimas do desleixo governativo, quando recomendou que pedissem contas ao Estado, com o ingrato "Lisboa que os ature". Como se vê, falta-lhes a pachorra. Por múltiplas razões. Não há o dinheiro fácil que tudo comprava e tapava. Não há margem de manobra para impor a mesma quantidade de caprichos. Não há capacidade de controlar revoltas, embora muitas das quais sejam ainda silenciosas. Por isso, os que se encheram durante tantos anos, agora, de arroto dado, dizem-se fartos. O 'doutor Chico' bem pode ameaçar, protestar e até mentir. Fica-lhe bem. Condiz com o fato que vestiu. Contudo, devia ser prudente e não faltar ao respeito a quem presta serviço público aos madeirenses sem a isso estar obrigado. O DIÁRIO mostra o que o Governo esconde, clarifica o que a sua e outras secretarias confundem e até dá, sem custos, espaço para que os governantes possam definir prioridades. Seja honesto e se não tem medo, tenha a delicadeza de explicar, nem que seja com resposta estilo Merkel, porque foge às entrevistas por nós solicitadas. Pense antes de falar e governe de forma a honrar os compromissos que assumiu. Se não tem pachorra, se não gosta de ser incomodado, nem de ser confrontado com verdades, demita-se. Dedique-se ao que sabe fazer. Um bom geriatra até podia dar um bom governante. Mas isso foi no tempo da fartura, em que tudo se resolvia com pastilhas. Agora é preciso tratamento de choque. E nem para isso há remédios. Henrique Costa Neves, Vereador na Câmara do Funchal Firmeza dá jeito. O incumprimento dos hotéis no que concerne ao pagamento da água não merece mais desculpas. Haja boa gestão Rui Moisés, Presidente da Câmara de Santana Ir à África do Sul pode ter custos políticos. Mas também benefícios ambientais. Com taxas ou não, o que importa preservar é a Biosfera. Luís Drumond, Presidente da AD do Campanário Numa conferência que abordou estratégias de superação das dificuldades, provou que no desporto regional há sucesso sem subsídios. Nuno Teixeira, Eurodeputado Continua a marcar pontos em áreas em que muitos da sua família política são perdulários. A atenção aos fundos da UE em atraso é oportuna. Hugo Santos, Estilista Concretiza sonhos a muitos madeirenses, valoriza o bordado e não perde a humildade que o distingue. Para quê Paris se há génio tão perto?