Os tempos são outros… No passado se a sociedade portuguesa viveu o fausto das "vacas gordas", agora, para vender um produto, até as migalhas valem ouro. O serviço, a disponibilidade e a atenção ao cliente são cada vez mais determi-nantes no processo de decisão. Para tal, é fundamental o "empowerment", a responsabilização de quem está na linha da frente, junto ao cliente, para ter não só liberdade como motivação para apresentar pequenas soluções que podem fazer uma grande diferença. "Bom dia! Esta bolsa é a cara de uma nossa amiga que faz 40 anos", começámos a conversa com a empregada da loja. "Juntámo-nos um grupo e temos 220 euros para oferecer, mas a bolsa custa 285€. Alguma hipótese de nos fazer um desconto?". "Não, não posso fazer qualquer desconto e esse valor não dá para nenhuma outra bolsa desta loja!", retorquiu meia irritada com a pergunta, olhando na direcção da porta da rua. Saímos… Sugerir um voucher de oferta, optar por uma conversa mais cooperante, uma atitude diferente. Provavelmente até teríamos deixado o valor inicial da bolsa. É nos pormenores que diferencia um bom vendedor de um mau vendedor. Gerir as situações com os clientes e optimizar as oportunidades da venda é cada vez mais fundamental. Mas para tal é fundamental que as equipas que dão a cara, estejam comprometidas com o negócio, motivadas, e conscientes de que têm um papel fundamental no sucesso. Para tal é necessário recrutar as pessoas certas. Depois de uma passagem pela função de Recursos Humanos, é-me hoje muito claro que, sobretudo nas áreas de comunicação, um bom recrutamento deve focar-se nas competências pessoais e na atitude. A parte técnica trata-se com formação e com treino.
Fabíola Pereira, Gestora de Marketing