A. J. Jardim quer impor um programa de agressão ao Povo e à Região. É preciso rejeitá-lo! Porque não é aceitável um programa cuja consequência inevitável é conduzir a uma recessão sem precedentes - deixando um rasto de aumento de desemprego, falências em série, definhamento da actividade económica, pobreza extrema - e que encerra em si próprio a impossibilidade de a prazo assegurar a liquidez necessária para honrar as obrigações assumidas e de recuperar social e economicamente. Não é com um aumento insuportável de impostos sobre o consumo que se assegurarão soluções sustentáveis, mas sim com medidas que garantam a dinamização económica, o investimento produtivo, a dinamização do mercado interno. Não é com a negação do direito à saúde, à mobilidade e aos transportes ou ao acesso a bens alimentares essenciais que se assegurarão condições de vida com dignidade às populações. Na Rua, a rejeição ao pacto de agressão já está em marcha… Agora, no plano parlamentar, é indispensável dar outro corpo e força simbólica à marcha de protesto que percorre as ruas. Tudo quanto comporta o programa subscrito por A.J. Jardim deveria mobilizar todas as oposições para um acto comum de rejeição. Deveríamos dar corpo à Moção de Censura a Jardim e ao Jardinismo. Só com a ampla participação da Oposição terá força política e força significativa a rejeição do programa de agressão que o Jardinismo nos quer impor.
Edgar Silva - Deputado do PCP na ALM