1. Ganhar autarquias em 2013 As eleições autárquicas de 2013 representarão um momento crucial no próximo futuro do PS-M. É a prioridade das prioridades, na minha opinião. A última campanha eleitoral mostrou uma grande debilidade estrutural do PS-M nas suas bases. Estou convencido que a nossa comunicação com os madeirenses e porto-santenses passa obrigatoriamente por bases de influência local. Sem isso é impossível bater o PSD na sua estrutura de caciques e no seu controlo de todas as organizações da sociedade madeirense: das empresas ao associativismo, do desporto à igreja, das casas do povo ao folclore… Mais o JM distribuído gratuitamente em tudo o que é sítio… O nosso trabalho terá obrigatoriamente de ser de ‘baixo para cima’, das ‘bases para o topo’: ganhar autarquias para ganhar mais tarde o governo regional. Grande oportunidade! O PSD-M terá um grande desgaste. O CDS também porque é governo na República e co-responsável pelas malfeitorias com os madeirenses e com o povo português em geral. 2. Ser o factor de esperança dos madeirenses nestes tempos difíceis de resgate financeiro. Ser o factor de mobilização em tempos de desânimo. O PS-M terá de ser claro e construtivo nesta fase difícil da vida dos madeirenses. Para lançar o desespero e a confusão já basta a governação laranja. O PS-M deve estudar e fundamentar propostas de solução para a crise. Assim fez o GPPS com a sua recente proposta: um plano de resgate que se possa cumprir e que não mate a economia, as empresas, o turismo, o comércio, a restauração, a agricultura. Deve prosseguir neste caminho. 3. Diferenciar-se dos outros partidos. Liderar a oposição à maioria PSD-M. O panorama partidário madeirense sofre de uma característica especial: existem múltiplos partidos que não têm expressão a nível nacional mas que estão presentes na política madeirense e no nosso Parlamento. O PTP, o PND, o MPT, o PAN representam juntos tantos votos quantos tem o PS-M. O que quer dizer que se os seus votos – que são oposição ao PSD – se concentrassem em nós o PS-M multiplicaria por dois a nossa anterior votação… O PS-M não pode deixar quaisquer dúvidas no eleitorado madeirense: os socialistas são a alternativa governativa. Não se confundem com partidos de contra-poder e de protesto. 4. Inverter a tendência de queda e afirmar-se como o partido da alternativa e da alternância. Ter ideias próprias, projectos próprios e difundi-los pela sociedade madeirense. Se fizer desta forma o PS-M diferenciar-se-á e ganhará a confiança dos madeirenses. E estancará a queda em que se encontra desde há 5 anos. Urge que o PS-M desenvolva as suas ideias próprias, independentes de toda e qualquer estrutura ou organização, incluindo do PS nacional. Só um PS-M com posições próprias será respeitado e poderá afirmar continuadamente coerência e consistência. E desta forma credibilizar a política, os políticos, o Parlamento Regional, as instituições. 5. Reforçar-se internamente em unidade e alargar à sociedade civil e à sua pluralidade O trabalho na frente interna e na frente externa é de igual importância e de absoluta urgência. O PS-M não pode descurar nenhuma destas duas frentes. Reforçar-se internamente é essencial porque sem uma boa base de militantes, sem um exército não se ganham batalhas. E afirmar a unidade do Partido. Acabar com aquilo que se diz nas ruas da Madeira: “que os socialistas não se entendem uns com os outros”. Mas também um PS aberto à sociedade. A Madeira tem um elevado potencial nos seus cidadãos. São madeirenses aqueles ‘gigantes’ que fizeram os poios e as levadas. Que edificaram uma ilha do mar às montanhas… Que emigraram para destinos longínquos. São esses mesmos madeirenses – com e sem partido – que têm agora nas suas mãos recuperar desta situação difícil em que a governação jardinista colocou a Madeira e os madeirenses. Acreditar nos trabalhadores e nos empresários madeirenses, na sua capacidade empreendedora. Acreditar na nossa capacidade colectiva de inovar e crescer. (Intervenção no Congresso do PS-M de Janeiro de 2012)