Apesar das promessas feitas a todos os portugueses por parte do seu governo e de todos os sacrifícios impostos a todos, a verdade é que parece que o país não anda para a frente, antes pelo contrário, parece preso numa constante regressão no que toca à actividade económica, pois trata-se já de um imenso sufoco para muitas famílias, suportar elevados impostos com baixos ordenados, aqueles que ainda têm ordenados. Num ponto de vista geral não podemos culpar só os investidores nacionais e a actividade governamental, a verdade é que Portugal actualmente é muito prejudicado pelas agências de rating que ao baixarem constantemente o rating do nosso país "afastam" todos os potenciais investidores estrangeiros, que poderiam dar um impulso á nossa economia. Um grande entrave ao evoluir da nossa situação económica é sem dúvida alguma o grande número de desempregados no país, pois bem, não havendo pessoas a receber ordenados, não há quem o gaste, e se não há quem o gaste, não há quem o ganhe, ou seja, não podemos culpar ninguém em concreto, apenas as faltas de oportunidades e facilidades de que somos alvos, ao contrário de outros países nas mesmas situações que nós ou até piores, no que toca ao capítulo económico. O que nos leva a pensar, o que será que temos que os outros não têm para nos tornarem as coisas tão difíceis? Será o medo de nos voltarmos a tornar em algo que já fomos, uma potência mundial?
Vítor Nóbrega, Colaborador da Associação Académica da UMa