Aires Pedro (Advogado) Como é do conhecimento público, o PSD-M aprovou muito recentemente em sede de discussão na generalidade, infelizmente, diploma que revoga o subsídio de insularidade! O CDS-PP que votou contra, ao menos que saibamos, anunciou desde já que requererá a respectiva fiscalização sucessiva abstracta do dito diploma legal, o que salvo melhor opinião, está em total conformidade com a posição então assumida aquando da votação da proposta então ali apresentada e apenas votada favoravelmente pelo partido da maioria na ALRAM. Sendo certo em todo o caso, que ainda terá lugar a respectiva discussão na especialidade ( como é óbvio e legal, i.e., estatutariamente devida!) o que permitirá?? à própria oposição apresentar as alterações que venha a considerar convenientes à defesa de tais direitos outrora legalmente adquiridos, como forma de atenuar as desvantagens da própria insularidade madeirense. Politicamente- e não sendo aqui o momento oportuno para indagar-se acerca do próprio êxito/inêxito de tal e ora pretendida opção constitucional - temos que reconhecer que a já anunciada intenção de solicitar a fiscalização sucessiva abstracta do aludido diploma , mesmo antes da conclusão do processo legislativo inerente ao mesmo e respectiva publicação legal, foi um verdadeiro golpe de boa estratégia político-eleitoral por parte do CDS-PP! O mesmo já não se poderá dizer quanto a outros partidos da oposição ( quiçá mais preocupados com a confraternizações roteiro-gastronómicas) que tendo assim perdido irreversivelmente o sentido da oportunidade política e bem assim, a defesa da constitucionalidade quanto aos direitos adquiridos por tais trabalhadores da função pública na RAM, mais não lhes restará que "pedir boleia" ao CDS-PP , mas como passageiros de segunda ou terceira classes, mas que enfim...sempre pouparão no preço dos respectivos "bilhetes" de ida até ao TC. É caso para afirmar, prior in tempore, potior in "politicus", ou seja, in casu e com as devidas adaptações, que quem politicamente surge primeiro no tempo, necessariamente, surge mais forte ou mais poderoso na política!