Temos: piscinas sem dinheiro para aquecimento; campos de futebol relvados, sem praticantes; heliporto, no Pto Moniz, inútil; lagoas sem água para as populações regarem os campos; centros de piscicultura, sem peixes; fábrica das moscas, que nem serve para trocar por areia branca de Marrocos!; fábrica de conservas, que não laboram; marinas que custam milhões; o Estádio dos Barreiros por acabar; entrepostos frigoríficos, fantasmas onde os funcionários apenas picam o ponto ; parques empresariais, sem empresas; centros cívicos, inaugurados com comes e bebes, praticamente sem actividades; o Museu da Baleia cuja obra derrapou 730%! Temos obras paradas: a cota 500 para ligar Santo António a São Roque, dos 4230 m ficou-se pelos 1300, que só servem para praticar jogging, mas que já custou mais de 115 milhões. E, que dizer das ligações Ribeira de S. Jorge e o Arco , da Boaventura a S. Vicente, ou da Fajã da Ovelha à Ponta do Pargo?! Somos uma terra de emigrantes, sem apoio real do governo. Mais de 50 mil madeirenses foram expropriados . As Escolas estão na penúria, o Hospital com carências, mas o J. M., que serve o regime, continua a gastar milhões. O Jardinismo, é o triângulo do betão: o Governo saca verbas da UE, os projectistas/fiscais e construtores, todos a somar mais-valias… e, a massa sobrante, das derrapagens, desvios, trabalhos a mais, vão bater a contas de alguns que as encaminham para paraísos fiscais. Diz-se, que é por estas e por outras que há corrupção na Madeira, gente que usa e abusa dos esquemas e ficam mais ricos. Os «inocentes» fartam-se de trabalhar e de pagar pelos que roubam. Urge auditar, por entidades independentes, os projectos e obras do jardinismo, esclarecer as razões das derrapagens, levar para a prisão os responsáveis pela gestão danosa dos dinheiros públicos.

Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF