A escassez de líderes naturais nos dias de hoje é um facto. Creio que vivemos uma crise de liderança pois, na minha opinião, a actual crise internacional não se deve única e exclusivamente ao crédito. O líder inspirador não é mais aquele que tem atrás de si um grupo de pessoas que segue o rumo traçado e são recompensados pela sua lealdade. Essa é uma visão elitista da liderança que precisa de ser desmistificada. Podemos seguir como exemplo vários líderes inspiradores. Longe vão os tempos em que a Europa tinha pessoas capazes de unir o povo, como por exemplo, Sir Winston Churchill, político famoso principalmente por ter sido primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, por ter recebido o prémio Nobel de literatura e pelos seus discursos memoráveis conclamando o povo britânico à resistência. Nos dias de hoje, no campo político, a grande maioria dos países ressente-se da falta de estofo e competência dos seus líderes. Faltam líderes capazes de agir e solucionar problemas e não apenas transmitirem à população o que fazer, de forma assertiva. Os líderes competentes são aqueles que têm em torno de si pessoas capazes de exercer a liderança quando necessário formando, assim, outros líderes. Estes líderes oferecem causas, em vez de apenas empregos, tarefas ou metas. Vão mais além! Estimulam as pessoas a sentirem que fazem parte de algo, oferecendo às pessoas uma bandeira/ razão para as suas vidas. Acreditam que as pessoas estão dispostas a oferecer o melhor de si tendo por base o conhecimento sobre a causa, o porquê e a razão de ser da sua actividade. Se desejamos construir famílias, empresas e comunidades mais bem sucedidas e felizes, necessitamos mudar a forma sobre como exercemos a liderança.

Vítor Andrade - Colaborador AAUMa