Com os constantes cortes salariais, despedimentos; famílias a empobrecerem por falta de poder de compra, guerras entre os sindicatos de trabalhadores e patronais, e todos os entraves que têm limitado a vida socioeconómica dos portugueses, para já, vejo duas soluções: abraçar com «unhas e dentes» qualquer ideia de empreendimento, que seja inovadora para os nossos dias; ou a nossa emigração, muito em especial dos jovens, que são cada vez mais prejudicados, sem oportunidade de vingar nas suas áreas de formação. Inovar é uma palavra já imensamente batida mas nem sempre sentida ou praticada. Urge, cada vez mais, a necessidade de se vir a repensar a nossa vida e nela ter contemplada uma lista de possíveis empreendimentos a desenvolver por conta própria. Quanto a emigrar, deixemo-nos de o encarar com revolta quando certos dirigentes políticos no-lo sugerem. Além disso, mesmo que muitos de nós não gostemos da ideia e a vejamos como picardia, é algo que já faz parte da nossa identidade como portugueses. Sejamos sinceros, não é, uma necessidade de agora e muitos acabarão por fazê-lo por iniciativa própria. Além de que, ao sair do país, é a chance que temos de o olhar com outros olhos. Olhos de quem espera regressar cheio de novas ideias, com desafios a abraçar; que se calhar, permanecendo no mesmo, nunca se lhes ocorreria. É uma oportunidade de crescimento, com bons e maus momentos, como tudo na vida. Em suma, a inovar ou a emigrar, precisamos de garra e «quem não arrisca não petisca».
Elisabete Andrade, Colaboradora da Associação Académica da AUMa