José Luís Reis Segunda-feira, 13 de Fevereiro do ano da desgraça de 2012. Estava eu a percorrer os diversos canais televisivos à procura das notícias mais proeminentes, do que se estava a passar na fragilizada Grécia, quando subitamente fui confronta com um dos acontecimentos mais dramáticos da história do pais de Camões. Domingos Paciência deixava de ser treinador desse ícone que é um dos mais importantes marcos da história do país. Sporting Club de Portugal. Foram postos de parte os comentadores ligados à política e economia que, até então, iam fazendo o ponto da situação do que se estava a passar nesse país massacrado pelos abutres da troika, para dar lugar aos peritos do pontapé na bola - quero esclarecer que gosto, e muito, de futebol. Todavia, há que definir prioridades e para tal, exige-se capacidade mental para quem tem a difícil tarefa de dirigir tão importante meio da comunicação social. A nossa boa gente, face a actual situação, necessita acima de tudo ser esclarecida para duma forma mais racional poder enfrentar as dificuldades e consequentes sacrifícios com que terá de se confrontar nos próximos tempos. Sabe-se lá até quando?… Sem entrarmos em fatalismos, não obsta que sejamos realistas. Não nos devemos deixar envolver em manobras de diversão, isto porque, poderá de certa forma camuflar problemas que nos afligem, os quais deverão ser por nós combatidos. O que se passou foi um despedimento. Mais um a juntar aos muitos de que este país é fértil. Só que, neste caso tratou-se dum profissional do mundo do futebol. Como e porquê, poderá ser manchete de todos os telejornais das diversas estações, públicas e privadas, desta decadente nação, que um dia alguém se lembrou de chamar Portugal? Será que neste país ou no mundo, não houve acontecimentos mais importantes e de maior interesse para os portugueses, do que o despedimento do Sr. Domingos Paciência? Haja paciência!