B. Silva No passado dia 29 de Janeiro de 2012, a equipa de iniciados do Juventude Atlântico Clube realizou um jogo contra o Barreirense (equipa satélite do C. S. Marítimo) no campo de Santo António. Os jovens do Juventude foram colocados numa cabine situada a centenas de metros do campo e com uma porta que não conseguia ser fechada. Após a conclusão do jogo e do longo percurso, alguns jovens do Juventude depararam-se com a porta da cabine aberta e com roubos dos seus telemóveis. Os responsáveis do Maritimo (coordenador e treinador do Barreirense) informaram que seria efectuada uma informação à direcção do clube e que, em principio, seriam assumidas as responsabilidades. Passados alguns dias, verificamos que o clube não quis assumir as responsabilidades dos roubos nas suas instalações, que não ofereciam qualquer segurança. A minha indignação como pai de uma criança vítima de tal assalto, leva-me a colocar as seguintes questões: - Como pode um clube da grandeza do Marítimo, ter tal atitude, quando não foi capaz de assegurar os bens dos jovens que utilizaram as suas instalações? - Como pode a Associação de Futebol da Madeira, permitir que o clube visitado coloque a equipa visitante a equipar-se a centenas de metros do local de jogo, sem qualquer segurança? A grandeza não se mede apenas pelos resultados, mas também pelos actos e atitudes. Ser grande é muito mais que desrespeitar e ignorar os outros, e disso nem todos têm categoria e nível para se poderem elogiar. As conclusões são fáceis de tirar... Para pessoas inteligentes.