1 - Mais de 16 anos para resolver um processo de indemnização, é obra, mas ainda mais fantástico é o caso ser de uma expropriação do Governo Regional, decidida em 1988, concretizada em 1995 e que deu origem ao fabuloso complexo desportivo do União, onde a equipa principal dos azul-amarelos... não joga.

Depois de recursos e mais recursos, ontem, ficámos a saber que o rol de calotes da Região subiu mais 1,8 milhões de euros, a pagar em 30 dias, sem mais adiamentos. Ou seja, os brilhantes contabilistas do Governo, provavelmente os mesmos que se esqueceram de incluir mais de mil milhões na dívida total desta terra, vão ter de inventar este dinheiro em menos de um mês.

Claro que, como no caso de todas as dívidas monstruosas que a administração regional coleccionou, a culpa será sempre de quem tem a receber e nunca dos irresponsáveis que conduziram a Região à situação dramática em que se encontra.

Então, quem esperou 16 anos, não espera mais dois ou três? Se não for este o ‘pontapé p’rá frente’ a utilizar, deve ser outra das desculpas habituais, como a lei das finanças regionais do Sócrates - esses pouco mais de 150 milhões deviam ser como o milagre da multiplicação dos pães - ou então é da banca que não tem sentido patriótico. Nunca, de quem tinha por missão governar.

2 - Está encontrado o sucessor de Jardim: o presidente da junta da Ribeira da Janela. Os outros candidatos a possíveis e eventuais sucessões que desistam, porque este enfermeiro, futuro médico com diploma romeno, está muitos furos à frente. Além de apostar na sua formação, o rapaz segue os ensinamentos do líder e até os confirma, sem qualquer complexo. Foi estudar para a Roménia e deixou o seu ‘vice’ a tomar conta da loja. Se o modelo serve para o Governo, certamente servirá para a junta. Vai viajando e governando por controlo remoto. Entre Bucareste e Bruxelas... não há assim tantas diferenças.