Há dirigentes do CDS-M que ficam muito irritados quando alguém ousa criticar ou simplesmente discordar das opções políticas do seu partido. Mais grave ainda é esses dirigentes considerarem um direito de opinião como uma perseguição. Vem isto a propósito de comentários proferidos por alguns dirigentes do CDS, através das redes sociais e de outros comentários, chegando muitas vezes à ofensa. Para que fique registado, não há da minha parte e do meu partido nenhuma estratégia de combate ao CDS, há, isso sim, o direito a discordar ou a concordar. É assim a democracia, é assim o combate político. Agora, o que o CDS não pode esconder é que teve um comportamento de denúncia e bem relativamente às medidas de austeridade do governo do PS - José Sócrates e agora outro completamente diferente quanto às medidas ainda mais cruéis por parte do Governo PSD/CDS de Portas e Passos. Importa referir que as medidas de austeridade contidas no OE-2012 e outras aprovadas na AR obtiveram o voto favorável e o aplauso do líder regional do CDS, o que não aconteceu no tempo de Sócrates. Criticar esta incoerência não é perseguir, por exemplo no resgate financeiro à Madeira o CDS no Governo está solidário com as medidas que irão afectar ainda mais a vida das famílias e das pequenas e médias empresas madeirenses. Neste caso concreto, se o CDS está contra, então JMR que apresente na AR um voto de protesto contra a maioria PSD-CDS, assim as coisas ficariam claras. O CDS quer ao mesmo tempo sol na eira e chuva no nabal. Não é possível! Ao CDS-M vai valendo ter os media aos seus pés, o que não sucedeu com PS-M enquanto governo na República, mas cuidado, tudo tem um tempo e para todas as partes.

João Isidoro - Presidente do MPT-M