A cimeira de Bruxelas no passado dia 30 foi, mais uma vez, um fiasco. Tem sido sempre um adiar de decisões. A crise europeia ainda não tem uma solução à vista e tem demonstrado, cada vez mais, a falta de liderança dos seus representantes nacionais. Continuamos a assistir ao 'Merkozy' europeu, embora desta feita com Nicolas Sarkozy um pouco mais distanciado da chanceler alemã. Será por se avizinhar eleições em França? É uma hipótese. Nesta cimeira, Angela Merkel continuou com a sua obsessão pelos défices dos países europeus, como Portugal e outros mais, e não encara de frente outros problemas tais como o desemprego e o crescimento real da economia. Nunca se conseguiu combater ambos os problemas ao mesmo tempo mas, neste momento, seria mais prudente não olhar exclusivamente ao combate do défice. Contudo, houveram vozes que se elevaram, contra o perigo da austeridade sem ter em conta a recessão e o desemprego. Houve uma promessa de, num futuro próximo, tomar medidas para reduzir a recessão e o desemprego. Mas quando será? O que é preciso, há já algum tempo, é agir. E, segundo o dicionário Priberam da língua portuguesa, agir significa operar, atuar. À espera dessa atuação estão países como os Estados Unidos ou até a China que detêm das maiores reservas cambiais do mundo. Falta atuação aos líderes europeus e tornar as cimeiras europeias produtivas para que se resolvam os nossos problemas e que a Europa volte a falar a uma só voz.

Ruben Sousa, Colaborador da Associação Académica da UMa