Assim num ápice a Madeira arrisca-se a perder 2 presenças na I Divisão Nacional em modalidades diferentes. Depois do Portosantense Sad, no Hóquei em Patins, o voleibol da Associação Desportiva de Machico pode seguir o mesmo caminho, uma vez que, por falta de verbas para os transportes, a equipa vai dar duas faltas de comparências às partidas agendadas para este fim-de-semana. Face ao que se encontra regulamentado oficialmente, os machiquenses poderão ser desclassificados, e descer de divisão numa época em que o plantel é basicamente composto por 'prata da casa'. E aqui reside o busílis da questão. Gostaria de saber se foram feitos todos os esforços necessários por parte dos responsáveis de Machico (leia-se clube, Câmara Municipal, Junta de Freguesia,'Pontas de Lança', etc.) para que se consumasse um desfecho tão insólito? Em caso afirmativo, pois é um parceiro e a própria imagem da cidade que estão em causa, há que dizer que o estrangulamento financeiro já chegou às autarquias e atinge contornos de alguma gravidade. Ainda recentemente o clube assinou um protocolo com a Câmara Municipal, mas por dificuldades financeiras a autarquia não consegue cumprir no imediato por falta de verbas. Como o dinheiro não abunda nem cai do céu, há que aproveitar todos os recursos que gerem receitas, sem bloqueios, metendo na gaveta o 'intelectualismo burguês' que já deu o que tinha a dar. Mas não deixa de ser caricato que os primeiros a sofrer as consequências com as medidas de austeridade sejam os filhos da terra. A maré está cheia e o barco não anda porque bateu mesmo no fundo. Os 'náufragos' são tantos que não há salva-vidas que chegue para todos.

Miguel justino, Repórter