No PSD-M é proibido falar na redução do 'jackpot', porque há muita conta por pagar. Sendo o partido mais rico, como é que têm tanto calote? Quem está minimamente atento à vida interna do PSD-Madeira, apercebe-se com facilidade do nervosismo e das reacções intempestivas das cúpulas do partido com uma simples evocação da redução do ‘jackpot’ parlamentar, como forma dos políticos acompanharem o esforço que está a ser pedido aos cidadãos comuns. Aqui e ali, já vai aparecendo alguma coragem nas figuras de segunda e terceira linhas do partido, provavelmente chocadas com as práticas de anos, impostas por um grupo restrito, sobretudo quando comparadas com a austeridade descarregada em cima da população. Sem pedirem licença, as cúpulas arrasam quem se põe a equacionar um pouco de justiça. Foi assim no congresso e nas reuniões da comissão política, é-o ainda pior nas conversas e cogitações privadas. Quem vier com essa mania de reduzir as receitas do partido é para abater. Esses responsáveis, outrora com estatuto de mitos, já não escondem que o partido tem graves problemas financeiros, fruto de campanhas eleitorais tresloucadas e sem limites, a que acresce a ganância muito tradicional em quem já tem muito. Por começarem, agora, a revelar que o partido está com problemas para pagar as contas, não admitem que alguém venha, sequer, equacionar a possibilidade de sugerirem a redução das verbas que recebem dos nossos impostos, através do orçamento do Parlamento, ‘cozinhado’ há uns anos sem vergonha, sem escrúpulos, para que os políticos pudessem roubar, de forma legal, os desgraçados dos contribuintes. E assim vamos continuar, à sombra de um Estatuto Político-Administrativo que não é mais do que um ‘assalto’ perpetrado a cada madeirense, a cada dia quem passa. Este é o lado da questão para onde os políticos dormem melhor: é vergonhoso, sim senhor, mas como aquilo depende deles, nada se altera. A malta que vai às manifestações esquece isso facilmente e, não tarda nada, anda metida outra vez nas campanhas eleitorais a ajudá-los. O outro lado da questão é uma intromissão, assumida, na vida interna do PSD-Madeira. Se se trata do partido que mais nos rouba, com a legitimidade e autorização do Parlamento da Madeira, também é o partido que maiores receitas teve nos últimos anos, sobretudo quando o número de deputados lhe garantia quantias avultadas por cada um deles. Ora sendo o partido mais rico, como é que passa por tantas dificuldades para assumir e pagar as suas contas? Convém ainda ressalvar que o financiamento público foi efectivamente transferido para a conta da Rua dos Netos. Sempre. Não houve aqui calotes pregados no tecto, como o Governo Regional fez em relação a muitas empresas, algumas delas tiveram de fechar por isso. O PSD-M, e todos os outros partidos, receberam sempre o seu rico quinhão. Onde anda o dinheiro do PSD? Porque não pagam o que devem? Porque é que até já hipotecaram as receitas dos próximos anos?

No PSD-M é proibido falar na redução do 'jackpot', porque há muita conta por pagar. Sendo o partido mais rico, como é que têm tanto calote?

Quem está minimamente atento à vida interna do PSD-Madeira, apercebe-se com facilidade do nervosismo e das reacções intempestivas das cúpulas do partido com uma simples evocação da redução do ‘jackpot’ parlamentar, como forma dos políticos acompanharem o esforço que está a ser pedido aos cidadãos comuns. Aqui e ali, já vai aparecendo alguma coragem nas figuras de segunda e terceira linhas do partido, provavelmente chocadas com as práticas de anos, impostas por um grupo restrito, sobretudo quando comparadas com a austeridade descarregada em cima da população. Sem pedirem licença, as cúpulas arrasam quem se põe a equacionar um pouco de justiça. Foi assim no congresso e nas reuniões da comissão política, é-o ainda pior nas conversas e cogitações privadas. Quem vier com essa mania de reduzir as receitas do partido é para abater. Esses responsáveis, outrora com estatuto de mitos, já não escondem que o partido tem graves problemas financeiros, fruto de campanhas eleitorais tresloucadas e sem limites, a que acresce a ganância muito tradicional em quem já tem muito. Por começarem, agora, a revelar que o partido está com problemas para pagar as contas, não admitem que alguém venha, sequer, equacionar a possibilidade de sugerirem a redução das verbas que recebem dos nossos impostos, através do orçamento do Parlamento, ‘cozinhado’ há uns anos sem vergonha, sem escrúpulos, para que os políticos pudessem roubar, de forma legal, os desgraçados dos contribuintes. E assim vamos continuar, à sombra de um Estatuto Político-Administrativo que não é mais do que um ‘assalto’ perpetrado a cada madeirense, a cada dia quem passa. Este é o lado da questão para onde os políticos dormem melhor: é vergonhoso, sim senhor, mas como aquilo depende deles, nada se altera. A malta que vai às manifestações esquece isso facilmente e, não tarda nada, anda metida outra vez nas campanhas eleitorais a ajudá-los. O outro lado da questão é uma intromissão, assumida, na vida interna do PSD-Madeira. Se se trata do partido que mais nos rouba, com a legitimidade e autorização do Parlamento da Madeira, também é o partido que maiores receitas teve nos últimos anos, sobretudo quando o número de deputados lhe garantia quantias avultadas por cada um deles. Ora sendo o partido mais rico, como é que passa por tantas dificuldades para assumir e pagar as suas contas? Convém ainda ressalvar que o financiamento público foi efectivamente transferido para a conta da Rua dos Netos. Sempre. Não houve aqui calotes pregados no tecto, como o Governo Regional fez em relação a muitas empresas, algumas delas tiveram de fechar por isso. O PSD-M, e todos os outros partidos, receberam sempre o seu rico quinhão. Onde anda o dinheiro do PSD? Porque não pagam o que devem? Porque é que até já hipotecaram as receitas dos próximos anos?