Com a crise que assola o país, muito se ouve falar de privatizar empresas públicas, como a TAP. O caso desta última muito tem dado que falar nos últimos tempos. É esta realidade de um estado, que tem que vender as suas empresas para não cair no vazio, ficando 'despido' dos seus bens, que Portugal enfrenta. Depois de privatizar a EDP, mais uma grande empresa estatal será vendida, a TAP. Muitas vozes fazem-se ouvir, gerando grande discussão no Parlamento, chegando essa privatização a ser qualificada como "um crime" por Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP. Pelo valor que a empresa sempre teve para Portugal, de facto torna-se complicado entender a posição do Governo, mas como diz o ditado popular em tempo de guerra não se limpam armas. Muito se fala sobre a transparência do processo baseado no método de leiloar empresas, de escolher-lhes um comprador. Atendendo ao desespero português quer-me parecer que qualquer proposta, neste momento, é aceitável para o (des)governo português. Privatizar a TAP torna-se uma espiral de acusações por parte da oposição e de vários comentadores políticos, que questionam até que ponto pode chagar esta postura desmedida de venda das suas empresas pelo Estado. Resta estar atento ao desenrolar dos novos capítulos desta saga de privatização de empresas, e fazer uma pergunta: no fim de tudo isto, virá Portugal a ter alguma coisa que lhe pertença?
Daniel Faria - Colaborador da AAUMa