José Carlos Rodrigues Ferreira Exmo. Sr. Diretor: A si, a todos os que nessa "velha" casa trabalham, respeitáveis leitores e respetivas famílias, embora tardiamente mas como diz o povo, mais vale tarde que nunca, cá vão os meus votos de FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO e o meu O POSTAL... POSSÍVEL! Contrariando as opressivas e maquiavélicas perspectivas alvitradas pela "troika", inequívoca representante de um Herodes dos tempos atuais, covardemente abençoada por Coelho, Gaspar & C.ª, os novos "magos" da escravidão nacional, arrisco fazer fé que o espírito natalício adocique toda esta a amargura, imaginando que este NATAL continue festivo, vivido de forma salutar e onde a alegria, a felicidade, a paz e o amor estejam presentes, sejam predominantes no seio familiar e no convívio com os amigos chegados, sem esquecer os desfavorecidos e marginalizados pela sociedade, merecedores ao menos de um gesto simples de carinho e simpatia, embora isso não lhes sacie a fome. Por mais otimista que empreenda ser, impossível é que a utopia não esteja presente nos meus votos para 2013. Falar em próspero ano, é lançar palavras ao vento, sabendo o quão inexequível isso é! Para combater essa corrente, sendo difícil, compete a cada um de nós dar uma ajudinha… O caminho continua íngreme e sinuoso. Não nos acomodemos. Temos o dever de ir à luta e não dar tréguas a estes bilros que, em sua avidez capitalista e neoliberal, nos esfarrapam os bolsos já de si vazios. Para finalizar, além do rotineiro desejo de BOM ANO, anseio que 2013 fique marcado, a letras douradas, como aquele em que o "louco" de Santana foi declarado incapaz, inibido de continuar a ultrajar e humilhar os madeirenses, sendo irreversivelmente expatriado para a sua parvalhónia, onde - aí sim! - possa desfrutar da indevida e imoral acumulação de "reformas", num belo pasto de urtigas, camuflado entre o milheiral, fruindo as "bocas" do seu pasquim de estimação, pago por todos nós e lido apenas por "alguns".