A nova versão da Lei das Finanças Regionais, cuja redacção actual derruba muitas das pretensões da Madeira, trouxe um amargo final a esta despedida de 2012. Um ano que ficará para sempre na memória de muita gente por ter inscrito na história desta Região Autónoma algumas das páginas mais negras. As novas regras entrarão em vigor daqui a um ano - Janeiro de 2014 - e ainda nem passaram na Assembleia da República. Há ainda uma réstia de esperança para que alguma coisa seja corrigida, pelo menos em relação às terríveis expectativas. E tem alguma piada ainda ninguém saber, com exactidão, de que é que se está a temer. De facto, talvez só amanhã surja uma versão definitiva daquilo que pretende o Governo da República, quase que exclusivamente para mostrar aos senhores da 'troika' que controlam aqueles danados do Governo da Madeira... De uma coisa a Madeira parece não ter medo: a ameaça de controlo apertado. Lisboa já controla tudo, até os NIB para onde são transferidos todos os pagamentos - desde os 100 euros da 'Juventude em Formação' aos milhões para fornecedores de outra dimensão. Após anos e anos a gritar por tudo o que rimasse com Autonomia, entregámos tudo ao estilo 'vão-se os anéis ficam os dedos'... Bem pior é perder verbas com as quais o Orçamento da Região estava a contar. Mas daqui até lá... Para já temos outros bicos de obra. Temos o dilema do 'Atalaia Living Care' com o governo metido até ao pescoço (ou até 'à cabeça') - aos poucos saber-se-á quais eram as ramificações que previram aproveitar-se do erário público. E dentro de pouco tempo teremos a guerra das taxas do aeroporto da Madeira, que derivará da extensão da privatização da concessionária nacional dos aeroportos. Há uma dívida que está a ser paga pelas taxas dos passageiros; resta saber em que medida o valor do encaixe com a privatização servirá para abater essa dívida. Amanhã entramos em 2013. Se for possível um ano com menos contas, a Madeira agradecia. Ventura Garcês, Secretário Regional das Finanças Termina o ano como começou: a trabalhar. A crise e as questões financeiras obrigaram-no a ser o membro do governo mais activo. Rui Marques, presidente da C. M. Ponta do Sol Chegou à Câmara da Ponta do Sol em condições difíceis, onde impôs uma gestão ao seu estilo. Os resultados parecem dar-lhe toda a razão. Deodato Rodrigues, presidente da 'IPSS Oceanos' É a face visível de um dos lados do diferendo no 'Atalaia'. Não se sabe se tem toda a razão, mas é por causa dele que saberemos a verdade. Leonardo Jardim, treinador de futebol Em três anos saltou da Camacha para a ribalta do futebol europeu. Na entrevista ao DIÁRIO mostra que continua com os pés no chão. Arsénio Gonçalves, empresário/promotor do fado As homenagens póstumas nunca são as mais adequadas, mas o contributo deste Homem ao fado e ao turismo é impagável.
Menos contas, por favor
A nova lei das finanças regionais só volta a assustar em 2014. Até lá há mais bicos de obra