José Alves Há dois Domingos, a revista do DN, trazia uma entrevista a uma senhora que supostamente desenvolvera uma ideia de aplicar o seu tempo numa actividade que se interpretaria exemplar, neste tempo de dificuldades em que todos nós procuramos fazer um pouco mais para resolver problemas, alguns, de subsistência. Todavia, o tempo de dificuldade também faz despertar a esperteza saloia e, com ela, atitudes nada louváveis de se fazerem passar por aquilo que não são, tentando à custa de terceiros ludibriar o público. Neste caso particular a falta de capacidade criativa da entrevistada, leva-a a um narcisismo exacerbado, a fazer crer que aquilo que faz é de criação própria e exclusiva. Contudo, tem sido sua prática apresentar fotos de trabalhos que não são seus sem qualquer autorização dos proprietários e criadores das peças que diz serem suas, constituindo uma infracção grave aos direitos autorais, punível por Lei. O público, mal informado, vai bebendo toda esta panóplia de oportunistas, muitas vezes, com a ajuda inconsciente ou pouco prevenida dos órgãos de CS. Felizmente neste meio pequeno conhecemo-nos todos.