Uma criança em idade escolar classifica o Homem como animal, mesmo que racional. Essa animalidade evoluída (não necessariamente negativa) é visível na Economia. Nesta surgem a competição por recursos, a selecção dos competidores, o sucesso dos mais aptos e a extinção dos menos aptos. Mas o investidor, o gestor ou até o trabalhador podem ser mais do que competidores. Podem ser colaboradores, mostrando que o Homem (que é um ser social) depende da colaboração entre semelhantes. Nesta quadra é costume auxiliarmos os que mais precisam, para bem da nossa consciência ou para ficarmos bem na fotografia. Independentemente do seu motivo, a interajuda pode ser a forma de todos atingirmos o sucesso. Num exemplo mais próximo do leitor, como assegurar a sua reforma se não houver quem pague por ela? Ocorrem-me duas formas básicas: incentive a natalidade entre os seus descendentes e confie na Caixa Geral, ou investa em planos de poupança-reforma e confie nos bancos. Claro que tudo isto não é tão simples assim, mas seja o Estado ou sejam os privados, todos dependemos de todos. Só juntos, remando na mesma direcção, chegaremos a bom porto. É essa colaboração económica a base da chamada Economia de Solidariedade. Ficção? Utopia? Claro que não. Veja o Doutor Muhammad Yunus, Nobel da Paz, que criou um sistema económico (baseado no conceito de microcrédito) que, além de lucrativo, tira da miséria milhões de cidadãos do Bangladesh. Bastam inteligência e boa-vontade. Pense nisso este Natal! Boas Festas.

Carlos Diogo Pereira, Colaborador da AAUMa