O nosso desporto de competição está com pouco oxigénio mas continua a disputar de cabeça erguida as suas competições. Os atletas e os dirigentes são o melhor de tudo e não merecem o que está a acontecer. Também de parabéns está o grande Uniãozinho da bola, pois com uma campanha de baixo para cima já vai no 10.º jogo consecutivo sem perder. O Marítimo e o Nacional também vêm realizando provas regulares e irão alcançar as metas pretendidas. Após mais um Natal, é triste ver o menino Jesus a chorar nas palhas, acompanhado de uma vaca e de um burro (que o Papa não reconhece), esquálidos de fome e pesarosos com a situação deste 2012. Até a estrela guia estava pálida devido ao preço dos combustíveis. A pouca identidade portuguesa que existia está a desaparecer, pois as "nossas" auto-estradas agora pertencem aos espanhóis; passaremos a aterrar em aeroportos explorados por alemães; circulamos em pontes exploradas por franceses; somos iluminados por chineses e quase passamos a viajar numa TAP propriedade de um colombiano. A nossa herança colectiva está a ser delapidada a uma velocidade alucinante. Será que somos sado-masocoelhistas, sadomasocavaquistas ou gasparistas ? Nelson Mandela afirmou que uma Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria é uma concha vazia. Que futuro nos espera ? Tolstoi dizia que o futuro não existe, pois ele é criado por nós no presente. Então em quem devemos confiar o nosso futuro colectivo? B. Malmud disse que sem heróis somos todos pessoas simples e não sabemos até onde podemos ir. Mais vale regalarmo-nos com umas iguarias da "Mafia da Massa" e esperar que esta crise não nos mate, desejando um óptimo 2013 para todos. Até breve.
João M. M. Castro, Psicólogo Clínico