Há quem diga que o mundo vai acabar a 21 de Dezembro, isto de acordo com algumas leituras do calendário Maia. Não é a primeira vez que ouvimos "profecias" semelhantes: em 1997 foi a passagem do cometa Hale-Bopp, em 1999 foram as profecias de Nostradamus, depois veio o "bug" do ano 2000 e agora o Calendário Maia. Estes medos apocalípticos fazem-me questionar se o Universo será aleatório ou determinístico: as coisas acontecem por acaso ou estará tudo destinado? As nossas acções são "livres" ou estarão já predeterminadas? Isaac Asimov publicou em 1942 um conto de ficção científica intitulado "Fundação" (uma excelente prenda de Natal para leitores de qualquer idade) onde um matemático chamado Hari Seldon desenvolveu a psicohistória, uma ciência que conseguia prever o comportamento de milhões de pessoas, tal como a química consegue calcular qual será o comportamento de milhões de moléculas quando submetidas a certos estímulos. Será que nós somos como estas moléculas? Imprevisíveis individualmente, mas previsíveis em grandes grupos? Independentemente dos debates filosóficos, acredito que a melhor forma de prever o futuro é planeá-lo. Isto é válido para um Universo aleatório ou determinístico. Esta altura de fim do ano é sempre excelente para este tipo de planeamento, por isso vamos prever o futuro: que objectivos gostaríamos de concretizar em 2013? Como atingi-los? É muito mais fácil prever o futuro quando sabemos para onde vamos. Afinal, não é possível acertar num alvo que não podemos ver.
Roberto Macedo Alves - Desenhador de BD