Tive o prazer de ouvir Conceição Estudante na sua alocução de Natal. Agradeceu aos operacionais de turismo a "paciência" que têm manifestado por alguns atrasos nos pagamentos por parte das entidades públicas, e nomeadamente por parte da secretaria que tutela, e queixou-se de infelicidade, já que cada vez que o destino levantava a cabeça, era mais uma: se não era o fogo, era a água ou os mosquitos. Agradeceu também aos seus funcionários a forma como "vestiram a camisola", e a dedicação que evidenciaram. Há aqui três referências que me parecem abusivas. Os operacionais de turismo, e toda a população não têm de ter "paciência": merecem um governo e governantes honestos e responsáveis, que não assumem responsabilidades que não podem honrar. Quanto às "sete pragas" bíblicas, há que fazer o trabalho de casa: os desastres do fogo e da água aconteceram por erros crassos de planeamento e gestão do território. Os mosquitos proliferaram mercê da inércia e da incompetência com que nos tem brindado este (des)governo. E as consequências destes "desastres" atingem-nos da forma que nos atingem porque não há um gabinete de gestão de crises que funcione de forma a dar resposta cabal a estes eventos. Sobre a dedicação e a entrega dos funcionários da secretaria, não seria exactamente isso que devíamos esperar de todos os funcionários públicos? Ou será que a senhora secretária continua a ver os quadros do governo regional como um enorme programa de emprego (emprego, não trabalho) para os boys e girls do regime? E, já agora: bom Natal a todos, e um ano novo melhor que 2012. [email protected]

Roberto Loja