Os Colaboradores do Atalaia Living Care Somos colaboradores da Instituição Atalaia Living Care, Unidade de Cuidados Continuados localizada no Caniço, Madeira, inaugurada em Out. de 2011 pelo Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Jardim. Vimos por este meio solicitar a sua colaboração no sentido de expor a situação que estamos a vivenciar na qual estão em causa os nossos direitos laborais bem como a sustentabilidade da instituição. O Atalaia Living Care foi um projecto dito pioneiro na RAM com intuito de prestar cuidados continuados de saúde de excelência aos utentes em duas vertentes: Cuidados Continuados Longa Duração e Convalescença. Esta instituição resulta de um acordo de cooperação entre o IA saúde e a IPSS Oceanos. Convém ainda salientar que existia um contrato de gestão entre a IPSS Oceanos e a Madeira Holding International (MHI), no qual está incluído o Sr. T. S., sendo que a Oceanos é a nossa entidade patronal e responsável pela administração e gestão dos cuidados de saúde e a MHI a qual refere ser responsável pelo imóvel e seu apetrechamento, do qual devemos salientar materiais inadequados à prestação de cuidados ou inexistência dos mesmos, muitos dos quais foram prometidos e que ate ao momento não estão ao nosso dispor, bem como as obras inacabadas. Acrescentamos ainda o facto de terem sido adquiridos sistemas de videovigilância e informáticos supérfluos e desnecessários a prestação de cuidados, sendo que em nada favorecem as condições de trabalho. Todavia na Instituição que o Sr. Dr. Presidente do Governo Regional da Madeira fez as honras de inaugurar, tem-se assistido, nos últimos meses, a uma deterioração das condições de trabalho. De uma forma resumida, os funcionários deste estabelecimento não recebem há vários meses, inclusive alguns não têm sequer capacidade financeira para custear as suas deslocações ao trabalho, ou mesmo para a sua própria subsistência. Encontram-se endividados, e perante um acumular de juros, devido ao não cumprimento dos pagamentos dos valores em divida. Todos sentem-se enganados, explorados, roubados e “peões num jogo de interesses”, vivendo uma situação de miséria, fome e desespero. Quanto aos utentes vivenciam uma situação de instabilidade pelo clima de insegurança que se sente nesta instituição, e muito embora tratados com afeto e profissionalismo por parte dos médicos, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais, vivem as suas fragilidades e o seu dia-a-dia numa constante incerteza. Salienta-se que apesar de os recursos materiais (material de consumo clínico. etc) serem limitados ou inexistentes, os cuidados de saúde estão mantidos. Em meados do mês de Junho numa das reuniões realizada conjuntamente entre os colaboradores da Instituição e administração, o Sr. T.C.S (sendo esta efectuada por vídeo conferencia com o presidente da Oceanos e a presença física do Sr. T. C. S.) para surpresa de todos despede –se do projecto, anunciando que a administração da Instituição ficava então a cargo do Dr. C. R. ( Presidente da Oceanos), Engenheiro P. C. e Sr.ª A. S. ( MHI). O início de Novembro é marcado por três acontecimentos: o falecimento do presidente da Oceanos (Entidade patronal), Dr. C. R., a convocação da assembleia geral com o intuito de eleger nova direcção e a transferência da verba por parte do IA Saúde, que se encontra neste momento bloqueada pela providência cautelar (segundo informação que obtivemos em reunião com a administração do ALC no passado dia 23 de Novembro) instaurada pelo Eng.º P. C. que até a presente data era um dos administradores do ALC e sócio da Oceanos. Convém ainda destacar que este senhor, uma semana antes da reunião de 23 de Novembro, tinha afixado um comunicado conjuntamente com a Srª A.S., onde constava que se despediam das suas funções. Neste pudemos ainda nos aperceber dos conflitos internos e questões de incompatibilidades por parte dos associados, gerência e entidades que se juntaram com um fim comum - prestar cuidados de saúde de qualidade. Depreendemos ainda que todos estes conflitos visam objectivos que diferem do primordial (a prestação de cuidados de excelência) e colocam em causa a dignidade humana numa época tão difícil por este país vivenciada. Após transferência da verba para a Oceanos, por parte do IA Saúde, e não se percebendo a causa e a coincidência, o Sr. T. C. S. enviou nos uma carta sem remetente (infringindo a privacidade ao aceder aos dados de cada colaborador), com o intuito de “informar sobre a atual gestão do Atalaia Living Care, do seu futuro e das razões para o presente estado de coisas”, que segundo este era “ alheio à nossa vontade”.(CIT. Sr. T.C.S.) Mostrando a sua “indignação” nesta carta e “arremessando” uma providência cautelar, o que este Sr. não sabe é que colocou em causa o bem-estar dos utentes e colaboradores e foi responsável pela instabilidade da instituição e falta de pagamento, através das suas acções e poder que demonstra ter perante o governo regional e gabinetes de justiça. Para além disso e com total gravidade consta que o Atalaia Living Care foi financiado por uma entidade bancária que compactuou com a aceitação da providência cautelar imposta (e que esta teve conhecimento à priori que a entidade à quem era dirigida a providência cautelar), colocando assim em risco a continuidade e até mesmo a sustentabilidade de várias famílias de colaboradores da instituição. Sabemos que existem questões internas que cabem apenas à administração mas a nossa revolta parte do pressuposto, que existem dinheiros públicos investidos nesta instituição cujos fins, que muitos ambicionam, são duvidosos (nomeadamente por parte do MHI) ou sem o fim para o qual se destinavam. Toda esta situação é uma VERGONHA. Afinal em que país vivemos?! Para além de cortes, ainda há pessoas que se deixam influenciar por outras, ultrapassando tudo e todos, inclusive a própria dignidade humana! Devemos ainda acrescentar que já recorremos ao diversos Sindicatos (onde ficou decidido que faremos greve nos dias 12, 13 e 14 de Dezembro), ao Dr. Alberto João Jardim, ao IA Saúde de forma a expor a situação, mas até ao momento não nos foi dado resposta, como tal, e num país democrático que nos encontramos e com receio de represálias decidimos recorrer a todos os meios de comunicação e outras instâncias de forma a consciencializar a sociedade do que se passa nesta Instituição que faz falta à RAM e aos utentes que lá se encontram, para que se encontre uma solução para este problema e para que se faça justiça.