O OE-2013 está aprovado e prometido. Mais uma vez, garantida que estava a fecundação da besta fiscal, o CDS-M fez o amuo controlado, e lá repetiu o show em Lisboa para o Funchal ver. De resto, a coligação fez jus à sua pérfida genética. Até Passos veio em "low-cost" à consagração do semi-líder regional, após rebater em Lisboa o impedimento das exóticas e vergonhosas acumulações de rendimentos na Madeira; dos milhões despejados no panfleto oficial e de mais avales aos milhares de milhões que rendem votos há décadas. A prenda de Natal chegou assim mais cedo à governação madeirense. Ao povo resta o extenso futuro a pagar, com a consoada emagrecida e com a lapinha reduzida, sem burro nem vaca, por ordem dum outro agouro germânico, chamado Ratzinger. Restará no salgueiro o sacrificado porco, guinchando engasgado, pelas golfadas da sua própria sangria. Tal como uma predestinação dum país ferido por mais desemprego, e fome. Dos mitos insulares que resultam afinal, em recordes de insucesso escolar, da amálgama do analfabetismo, que o comemorado "25 de Novembro" - numa "rapidinha a dois" de trinta minutos - nem consegue disfarçar, em duas peças de oratória monumentais. O "25 de Abril" é esquecido na coligação madeirense do "arco autonómico". Da mesma amnésia que assolou Passos, ao caucionar no hermético congresso do meio-partido, o despesismo insular, que apenas imputa aos temíveis socialistas que o precederam na República. Percebe-se assim que ele se lixe para as eleições, quando omitiu e mentiu sobre as opções tomadas. Ou que apenas pague subsídios, a milhares de "boys" e "girls" que nomeou. Com a mesma facilidade com que se arranja tacho, a volúveis autarcas. Muitos já ganharam as oferendas, outros arrumarão apenas, os despojos amarrotados do papel de embrulho. Desejo-vos MESMO, um Feliz Natal.
Donato Macedo, Lic. em Comunicação