Maria S. Gouveia Hoje, reencontro nesta ilha aquele "cantinho do céu" da Madeira Velha que me viu nascer e me acolheu no conforto de uma sociedade pobre mas nobre, explorada mas altruísta, acanhada mas hospitaleira e invariavelmente lutando pela sobrevivência. Então clamávamos por misericórdia à ira divina, conquanto ora se suplique pela exoneração de alertas laranja. Madeiras diferentes, deuses diferentes e o mesmo destino circular que 3 décadas de (des)envolvimento, decorado com laivos evanescentes de progresso, eximiram-se de interromper. De tanto receber e endossar, este povo resigna-se a contar nas mãos os dedos vazios, envergar braços carregados de solidariedade e o oferecer o consolo fraternal no calor do seu abraço. Enfim, mais uma vez entregues à nossa sorte nesta velha Madeira feita Nova. A história pode não se repetir, mas rima!